Tempo de fusões e aquisições na logística

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Empresas se estruturam para atender demandas que exigem grandes investimentos

Para atender exigências crescentes do mercado, como a demanda por grandes investimentos em tecnologia, o setor de logística, que abrange atividades de armazenagem e distribuição, tem registrado notícias bombásticas. Recentemente, a TNT, gigante holandesa do setor de encomendas expressas, comprou a Expresso Araçatuba, depois de ter adquirido a Mercúrio em 2007.

Em junho, cinco empresas do Grande ABC (Ajofer, Fantinati, Trans-Postes, Transvec e Mestralog) uniram-se, criando a Trafti – Logística Inteligente, que nasce entre as dez maiores do ramo, com faturamento anual de R$ 258 milhões e mais de mil veículos.

Os homens da Trafti (da esq. para a dir.): Edson Machado, o presidente Antonio Wrobkeski Filho, Sidnei Fantinati, Antonio Oliveira Ferreira, Roberto Fantinati, Everson Machado, Sidnei Trevisan, Marco Fantinati e Marco Capitanio

“Vamos trabalhar para, daqui a dois anos, estarmos entre as cinco maiores”, declarou Antonio Wrobleski Filho, presidente da Trafti – Logística Inteligente. Líder do processo de fusão, que levou nove meses, ele acredita que há muito espaço a ser explorado pela nova empresa: “Existem cálculos de que apenas 5% das empresas brasileiras têm departamento de logística ou contratem companhias do ramo. Nos EUA são 30%”, informa.

A tendência de consolidação no segmento é acompanhada pela Tegma, de São Bernardo do Campo, que obtém 80% do faturamento no setor automotivo. A Tegma adquiriu três empresas (Boni/Gatx, CLI e CTV) nos últimos dois anos, diversificou (atende a área química, por exemplo) e hoje está presente na Amazônia e no Espírito Santo.

Outra empresa de logística que pretende crescer nacionalmente é a Mesquita, que tem centro de distribuição em São Bernardo e foi adquirida em 2007 pela operadora portuária Santos Brasil.
(Ralfo Furtado)

Fusões são tendência mundial, diz presidente da TNT

“As fusões e aquisições são uma tendência mundial e o setor de transportes não está imune a isso”, diz o presidente da TNT Brasil, Roberto Rodrigues. “Setores financeiros, alimentícios e outros segmentos passam pela mesma tendência de consolidação”, afirmou em entrevista à Carga Pesada.

Rodrigues contou que o grupo holandês irá manter as estruturas das duas transportadoras que adquiriu. “Como a TNT Mercúrio atua no Sudeste, Sul e Nordeste, e o Expresso Araçatuba no Norte e Centro-Oeste, as estruturas vão operar de forma independente, mas um plano de integração será desenvolvido em conjunto.”

O presidente da TNT disse ainda que irá manter o esforço histórico feito pela Expresso Araçatuba na abertura de rotas para o Oceano Pacífico. “O Expresso Araçatuba foi precursor do Projeto Pacífico, que tem viabilizado a ligação rodoviária entre o Brasil e o Oceano Pacífico através de rotas pouco exploradas. Esperamos viabilizar novas rotas e lançar novos serviços para alcançar os principais mercados dessa região”, completou. (Nelson Bortolin)

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