Continental vence Michelin em consumo de diesel

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A comparação foi feita num teste que revelou uma vantagem de 4,6% para os pneus Continental

Dilene Antonucci

A Carga Pesada acompanhou um teste comparativo de consumo de diesel por um caminhão equipado com pneus Continental e com pneus Michelin, realizado pela Continental numa pista em Tatuí (SP).

A intenção da empresa era demonstrar a vantagem dos seus pneus. Os jornalistas assistiram a uma palestra sobre as condições do teste e acompanharam os preparativos.

Num percurso de 20 quilômetros, um caminhão Volvo FH 460 rodou a uma velocidade constante de 60 km/h com pneus Continental e o resultado foi a média de 2,28 km por litro de diesel.

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Um é o caminhão em que foram testados os pneus; o outro serviu como referência quanto a influências externas

O mesmo veículo foi equipado em seguida com pneus Michelin e repetiu o percurso, chegando a 2,18 km por litro. Ou seja, 4,6% de economia para os Continental. Se aquele caminhão rodasse assim 120 mil km em um ano, economizaria R$ 6.322,86 em diesel. Numa frota de 100 caminhões, a economia seria de R$ 632.286,00 por ano.

“Escolhemos o Michelin porque ele foi o mais econômico depois dos testes já realizados e concorre no nosso segmento”, explicou o superintendente da Continental para o Mercosul, Renato Sarzano.

Na primeira etapa do teste, o caminhão recebeu na dianteira e nos eixos livres da carreta o modelo Continental HSR2 SA, e nos eixos de tração o HDR2, ambos fabricados em Camaçari (BA). Os pneus Michelin usados na dianteira e os da carreta eram Multiway XZE. Na tração estavam os XDE 2+. A medida utilizada em ambas as marcas foi 295/80 R22.5 com pressão de 120 libras.

Para dar mais confiabilidade à comparação, outro caminhão Volvo, com a mesma configuração, foi utilizado como veículo de controle para servir de referência quanto a influências externas como ventos ou variações da temperatura.

20A explicação técnica para este resultado é que o consumo de combustível está diretamente relacionado com a resistência ao rolamento dos pneus quando em contato com o solo. A maior parte da resistência ao rolamento é gerada na região da banda de rodagem. Segundo a Continental, no caso dos pneus HSR2 SA usados no teste, o talão mais robusto aumenta a rigidez, reduzindo deformações e, consequentemente, a resistência ao rolamento.

No dia seguinte ao teste para jornalistas, o teste foi repetido para os principais clientes frotistas da Continental.

MICHELIN – Por intermédio de nota enviada pela Assessoria de Imprensa, a Michelin se posicionou sobre o resultado do teste: “O compromisso da Michelin é entregar aos seus clientes o melhor conjunto de performances em um mesmo pneu: durabilidade, aderência em solo seco e molhado, alto índice de recapabilidade, aumento da eficiência energética, conforto e robustez. Tudo isso ao longo de toda a vida útil do pneu. Muitas dessas performances são antagônicas, ou seja, para serem obtidas, interferem nas demais.

Não se trata de maximizar uma única performance, o que seria possível, mas oferecer um equilíbrio entre elas, proporcionando o melhor de cada uma sem prejuízo das demais”.

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