VUCs ‘ganham’ 90 cm em São Paulo

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Agora, os veículos que fazem distribuição de mercadorias no centro da capital paulista podem ter 7,20 m de comprimento. O período de restrição à circulação de caminhões também ficou menor em boa parte do centro

Uma portaria da Secretaria de Transportes do Município de São Paulo trouxe importantes mudanças nas especificações técnicas e nas normas de circulação de Veículos Urbanos de Carga (VUCs) na capital paulista, e motivou a realização de um evento, pela Mercedes-Benz, para discutir os reflexos da nova legislação para a indústria de caminhões.

A portaria 31/2016, publicada no dia 27 de abril e que entrou em vigor no dia 9 de maio, alterou, entre outras coisas, o comprimento máximo dos VUCs, de 6,30 m para 7,20 m, o que é uma boa notícia no sentido de que, assim, fica padronizado um comprimento que já era admitido em cidades vizinhas a São Paulo, como Osasco. A diferença que existia era um obstáculo a mais para quem enfrenta o desafio diário da entrega de mercadorias na região metropolitana de São Paulo.

Outra mudança diz respeito ao tempo de restrição para circulação de caminhões no centro da cidade. Em dois dos três conjuntos de vias (ruas e avenidas) em que existe restrição, o tempo diminuiu – num deles em uma hora diária, e no outro em duas horas. No terceiro aconteceu o contrário: foi criada uma restrição que não havia, das 5 às 9 da manhã.

A expectativa é que as medidas resultem na melhoria da mobilidade urbana, redução da emissão de gases poluentes e ganho de eficiência com o aumento da capacidade de carga dos caminhões.

Com o intuito de reduzir as emissões de poluentes, a portaria determinou também que os veículos deverão ter no máximo cinco anos para circular no centro da cidade. “Isso irá fomentar os negócios no mercado de caminhões”, afirmou Tayguara Helou, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), no evento realizado na fábrica da Mercedes em São Bernardo do Campo.

No entanto, ressalvou Helou, “para debatermos a mobilidade urbana de maneira séria devemos pensar primeiramente nas pessoas, em segundo lugar no transporte coletivo e depois no transporte de cargas”. O Setcesp representa 32 mil empresas de 50 municípios da região metropolitana de São Paulo.

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Tayguara Helou recebe uma homenagem de Roberto Leoncini, por ser o mais jovem presidente do Setcesp

O vice-presidente de Vendas, Marketing & Peças e Serviços Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncini, informou na ocasião que as expectativas da marca são boas. “Já existe um movimento de compras por parte dos operadores do transporte de cargas”, disse.

Os transportadores têm uma série de reivindicações para destravar a difícil tarefa da distribuição de cargas em São Paulo e cidades adjacentes. As principais, de acordo com o Setcesp, são a inclusão da carga no planejamento de transporte urbano e metropolitano; operação exclusivamente noturna nos grandes polos geradores de carga; mais vagas exclusivas para carga e descarga nas vias públicas com comércio de rua; combate à ineficiência no recebimento de mercadorias; criação de miniterminais de concentração de carga; e padronização nas restrições de circulação de veículos comerciais de carga.

ACCELO – De acordo com Leoncini, com as novas regras, os clientes passam a contar com mais opções na hora de escolher o caminhão leve ou médio que melhor atenda às características de suas atividades de transporte de carga ou distribuição de mercadorias. “Isso só aumenta ainda mais os diferenciais da linha Accelo, que oferece a maior plataforma de carga entre os VUCs, de 5.480 mm de comprimento”, ressaltou. “Oferecemos até 30 cm a mais que os principais concorrentes, o que torna os caminhões Accelo bastante produtivos para essa aplicação.”

Para o executivo, a nova legislação VUC de São Paulo poderá estimular maior movimentação de negócios para a marca nos segmentos de leves e médios. Ele observa que o mercado de VUC corresponde a 11% do mercado total de caminhões leves. Na Grande São Paulo, esse percentual é de 40%. A Mercedes-Benz tem participação de 31% nesse segmento.

“Os caminhões Accelo já são reconhecidos pelos clientes por sua versatilidade de aplicação, força e agilidade no trânsito e flexibilidade para circulação nas cidades, além da melhor relação custo-benefício garantida, em especial, pelo seu trem de força robusto e baixo consumo de combustível”, diz o executivo.

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Caminhões leves como o Accelo 815 atendem as normas de restrição nos grandes centros urbanos

O Accelo trouxe ótimas vendas para a Mercedes-Benz. “Lançamos o Accelo 1316 6×2 em outubro do ano passado. E este ano, até maio, nossa participação no segmento de caminhões médios aumentou sete pontos percentuais, chegando próximo de 30% de market share”, ressaltou Leoncini. “Já no segmento de leves, com o Accelo 815 e 1016, crescemos quatro pontos percentuais no mesmo período, superando 31% de market share.” O amplo portfólio da marca inclui também os veículos comerciais leves Sprinter (PBT de 3.500 a 5.000 kg) e Vito (PBT de 3.050 kg), com soluções para todas as demandas de transporte no segmento de VUC.

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