A economia do Actros no transporte de grãos

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Puxando um rodotrem de nove eixos com PBTC de 74 toneladas, um Actros 2651 da Cereal Log tem feito de 2 a 2,1 quilômetros por litro de diesel no Sudoeste de Goiás

A Cereal Log, de Rio Verde (GO), adquiriu 15 Mercedes-Benz Actros 2651 para transportar a safra deste ano. A performance do caminhão tem agradado a direção da empresa, que atua no transporte, armazenagem e ainda industrializa soja e milho no Sudoeste de Goiás. Segundo o motorista Ivan Aides Cassemiro Lobo, a média de consumo de combustível do Actros tem sido de 2 a 2,1 quilômetros por litro no rodotrem de nove eixos, “uma ótima performance”, nas palavras dele. Nos Actros que tracionam bitrem de sete eixos, a média é de 2,3 a 2,4 quilômetros por litro, segundo relatos de motoristas e do gerente de logística da Cereal Log, Paulo Peres.

Roberto Leoncini, da Mercedes-Benz, e Evaristo Baraúna, da Cereal Log

Operando tanto em asfalto quanto em estradas de terra, a Carga Pesada acompanhou, a convite da Mercedes-Benz, uma viagem de 45 quilômetros de um Actros 2651 que tracionava 50 toneladas de carga líquida num rodotrem de nove eixos com PBTC de 74 toneladas e constatou: num trecho de aclive em estrada de terra, o Actros manteve-se em quinta marcha na faixa de 1.000 a 1.300 giros.

“Concorremos com grandes grupos nacionais e estrangeiros, e para sobreviver precisamos buscar eficiência”, disse o fundador da Cereal Log, Evaristo Baraúna. “Pesquisamos várias marcas e o Actros foi a melhor opção de compra. Tudo o que foi prometido pela Mercedes-Benz e pela concessionária Rodobens foi cumprido.”

“Ficamos impressionados com a força do motor de 510 cavalos do 2651, sua capacidade de carga, qualidade e robustez, o que nos levou a adquirir 15 unidades há cerca de um ano”, explicou. A empresa, que cresceu 10% em 2016, está projetando um crescimento de 23% para este ano.

Por atuar também na área industrial, o leasing operacional foi o modo de aquisição escolhido pela Cereal Log, disse Baraúna. “Sendo um aluguel, o valor investido não aparece como endividamento no balanço da empresa, que fica mais enxuto, e ainda permite a dedução no Imposto de Renda.”

Os 15 Actros fazem parte de uma frota própria do Grupo Cereal de 65 veículos, a maior parte graneleiros, além de tanques para transporte de óleo de soja gomado e silos de ração. São utilizados no trajeto entre as áreas de produção agrícola e os 10 armazéns gerais da empresa e suas unidades industriais, num raio de 200 km, quando operam em vias não pavimentadas. Também levam grãos e outros produtos através de longas distâncias rodoviárias, para os portos de Paranaguá e Santos.

O Actros 2651 6×4 com 510 cv, com motor Mercedes-Benz OM 460 LA, de 13 litros e seis cilindros em linha, faz parte de uma família que inclui os cavalos mecânicos Actros 2546 6×2 e 2646 6×4, equipados com motores de 460 cv.

Um diferencial a mais do Actros no mercado brasileiro é a grande capacidade do seu tanque de combustível, que pode chegar a 1.080 litros, o que representa mais autonomia.

“O compromisso estabelecido no slogan ‘As estradas falam. A Mercedes-Benz ouve’ está sendo cumprido à risca, ganhando o reconhecimento e a confiança do mercado”, avaliou Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, tomando como exemplo o caso da Cereal Log. “E isso vem ocorrendo não somente no Centro-Oeste e no agronegócio, como em diversas outras regiões e atividades, como acontece no transporte de cargas frigorificadas, combustíveis, produtos químicos, cegonheiros e porta-contêineres. Ou seja, o Actros é um caminhão cada vez mais preparado para a realidade do transporte desse nosso País de dimensões continentais.” 

CLIENTE – Fundado em 1981, na cidade de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, o Grupo Cereal é uma empresa de capital nacional muito bem situada. Segundo o ranking da Revista Exame, ela é a 10ª maior empresa do ramo de óleos, farinhas e conservas de todo o Brasil, a 28ª maior do agronegócio das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, a 44ª maior empresa do Centro-Oeste e a 189ª maior empresa do agronegócio brasileiro.

Com mais de 400 colaboradores, conta com duas unidades industriais de esmagamento de soja (capacidade total de três mil toneladas por dia), além de uma fábrica de rações para bovinos, equinos, suínos e aves (350 toneladas por dia), um complexo para produção de soja desativada (220 toneladas por dia), além de fazendas produtoras de grãos e pecuária.

O Grupo Cereal utiliza 10 armazéns gerais em Goiás, sendo sete próprios, com capacidade total de 261 mil toneladas. A empresa responde por 4% da produção de soja do Estado e por 1% da produção de milho.

Entre as commodities produzidas pelo Grupo Cereal, destacam-se o farelo de soja para rações na pecuária e na criação doméstica de animais, óleo degomado para uso industrial (biodiesel, óleo de cozinha, indústria de cosméticos e outros) e soja desativada para produção de soja integral, produto de alto valor energético de ampla utilização no mercado.

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