Defasagem do frete é de quase 21%, diz NTC&Logística

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Na carga fracionada, diferença é menor, de 7,7%, segundo o INCT

Fonte: NTC&Logística

O frete de carga lotação está com uma defasagem de 20,89%. Já a defasagem do frete de carga fracionada é de 7,72%. O novo Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga (INCT), da NTC&Logística, foi divulgado nesta quinta-feira (3), durante reunião do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (Conet), no Rio de Janeiro.

De acordo com pesquisa de mercado realizada em conjunto com a ANTT, envolvendo 2.290 empresas de transporte de carga, 70,5% delas tiveram queda no faturamento e 91% diminuíram de tamanho. “Esses números são consequência da crise, que diminuiu em grande escala o volume de carga transportada. Com isso, as empresas tiveram que se adequar e reduzir de tamanho”, explica Lauro Valdívia, assessor técnico da entidade.

Com a crise, toda a cadeia produtiva foi afetada e o pagamento do frete ficou prejudicado. 54,7% das transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que representa 14,3% do faturamento. Em média, as empresas demoram 26,7 dias para receber o pagamento. Como consequência disso, 38,7% delas estão com parte da frota parada e 33% sofrem com alguma ação trabalhista.

“Os dois últimos anos foram os piores já vividos pelo transporte rodoviário de cargas. Mas acreditamos na retomada da economia e, consequentemente, no crescimento do setor”, afirma José Hélio Fernandes, presidente da NTC&Logística. “A expectativa é que o PIB seja positivo, trazendo uma maior confiança a todos”.

Taxa de Emergência Excepcional – EMEX

Diante do cenário de violência que se instaurou, principalmente na região metropolitana do Rio de Janeiro, criou-se em fevereiro de 2017 (CONET – Rio Quente) a Taxa de Emergência Excepcional (EMEX) – valor extra cobrado para regiões que se encontram em estado de beligerância. A sua cobrança se justifica pelo alto custo suportado pelas empresas transportadoras para manter suas operações nestas condições, como por exemplo:

  • Seguradoras estão mais restritivas e exigentes na subscrição de risco;
  • Dificuldade de recuperação da carga pois as mesmas são desviadas para comunidades em que a autoridade policial “não tem condições de acesso”;
  • Aumento da franquia (participação cada vez maior);
  • Utilização de escoltas urbanas;
  • Reforço no gerenciamento de risco;
  • Restrições a utilização de determinadas rotas

O valor dessa taxa é de R$ 10,00 por fração de 100 kg mais um percentual do valor da carga que varia de 0,3% a 1,0%.

 

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