Gente nova num setor tradicional

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Formado em Administração e com apenas 30 anos, Ramon Zuqui Paganini divide a gestão da Jolivan Transportes com o pai, de 60 anos. “Apesar de ter um pensamento jovem e estar aberto a novas tendências, meu pai tem o dobro da minha idade, então é natural que existam visões diferentes”, conta. Essas diferenças são sanadas com muito diálogo. “Nossa relação é bem saudável”, ressalta.

Sobre a experiência proposta pelo Consórcio Scania, ele reflete: “O futuro do caminhão pode nem ser o caminhão. Será uma coisa que obviamente vai levar carga, mas não no formato que conhecemos”. Entre os protótipos que viu nas viagens pela Suécia e Holanda, como parte da programação de visitas, ele viu veículos sem cabine, com motor embaixo e caçamba em cima.

William Zucolote de Oliveira, sócio da Ebmac Transporte e Logística, de Cambé (PR), diz que foram dias de muito aprendizado. “O trabalho foi focado em alguns tópicos, principalmente na sucessão na empresa familiar e nas tendências tecnológicas”, conta. Ele ressalta o quanto o transporte na Europa está à nossa frente. “O avanço deles na questão da conectividade, do uso da internet, é impressionante”, afirma.

Empolgado com os conhecimentos adquiridos, Oliveira já está tentando implantar algumas novas ideias em sua empresa. Em parceria com uma startup, está desenvolvendo geradores de vórtices aerodinâmicos para serem acoplados na carreta. “Eles podem reduzir o arraste e economizar combustível”, conta. Na Europa, ouviu falar em até 5% de queda de consumo. “Vamos ver se isso acontece.” Autointitulando-se “puxa-saco” da Scania, ele elogia a montadora pela preocupação com as empresas de seus clientes. “Estão sempre procurando desenvolver produtos e ações que nos ajudem a melhorar nossos negócios.”

Sérgio Cordiolli, diretor operacional da Cordiolli Transportes, de Maringá (PR), ressalta que a Scania tem insisti do no tema da conectividade. “Aprendemos que temos de criar nas nossas empresas comitês de transformação digital. E reunir esse comitê toda semana.” Na parte de sucessão, Cordiolli diz que os palestrantes ressaltaram muito a importância da sucessão ser baseada no mérito do sucedido participar de todo o processo. “O sucedido tem a experiência de anos e anos de trabalho, tem uma forma diferente de olhar os problemas, mas é possível conciliar as duas visões.” Ele acredita que sua empresa esteja trabalhando a sucessão da forma correta, uma vez que o fundador, Laurindo Cordiolli, aos 80 anos, ainda participa do dia a dia da empresa.

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