Fenatran 2017: Scania aumenta potências e personaliza manutenção

0

Surgem os motores de 450 cv e 510 cv, além de um veículo para mineração com a maior capacidade do segmento. Já os Planos Flexíveis podem reduzir bem o custo com manutenção e vão facilitar a vida do transportador
A Scania apresenta na Fenatran novidades tanto em produtos quanto em serviços. São dois novos motores em seus modelos rodoviários, de 450 e 510 cavalos, além do Heavy Tipper, veículo para a mineração. Na área de serviços, o Programa de Manutenção com Planos Flexíveis personaliza o atendimento de acordo com a operação do cliente. O custo por veículo pode cair até 16%.

Técnicos da concessionária P.B. Lopes, de Londrina, operam o sistema de monitoramento: economia na manutenção

O novo Programa de Manutenção é mais um passo da Scania no sentido de se tornar a marca de referência em serviços e pós-vendas no segmento de veículos comerciais.

No início do ano, a montadora já tinha apresentado o sistema Serviços Conectados, que alcançou cinco mil caminhões em poucos meses – até agosto. O sistema ultrapassa os recursos da telemetria: não apenas obtém dados do uso do veículo, mas analisa as informações com inteligência focada na obtenção de melhores resultados e inclui uma consultoria prestada pela rede de concessionárias.

Os Planos Flexíveis de manutenção também buscam a redução de custos operacionais. Com eles, as manutenções preventivas serão individualizadas de acordo com a operação de cada veículo da frota. Por meio de dados entregues pela conectividade, o próprio caminhão comunica ao sistema quando uma revisão é necessária. A parada na oficina passa a ser feita no momento em que certos serviços são necessários, e não mais de acordo com a quilometragem padronizada.

O contrato não tem tempo mínimo e a nova forma de pagamento é uma tarifação por quilômetro rodado, de acordo com faixas de consumo de combustível.

Para auxiliar o cliente nessa redução de consumo, que é variável conforme o estilo de condução do motorista, a Scania traz outro aliado, o Driver Services. A cabine vira uma sala de aula num formato de orientação inovador. A figura de um Driver Coach, um treinador, fará monitoramento constante da forma de condução.

A bordo, o Drive Suport, um sistema eletrônico embarcado e acessível no painel do caminhão, complementa a avaliação dos dados de consumo e outros parâmetros do veículo, buscando uma melhoria constante da forma de condução. Willian Zucolotti, diretor da Ebmac, empresa de transportes paranaense de Cambé, testou o novo sistema e disse que o consumo caiu 5% imediatamente.

Os dados vão do estilo de condução do motorista, velocidade média e consumo de combustível aos intervalos de manutenção. “Os dados, sozinhos, não trazem resultados. Nosso foco é oferecer ao transportador uma análise inteligente das informações para que ele possa reduzir consumo e paradas desnecessárias”, explicou Roberto Barral, diretor geral da Scania Brasil.

R 510 e R 450 vêm ampliar a linha R, que já tinha caminhões em quatro faixas de potência

PRODUTOS – Dois novos motores de 13 litros, com 450 e 510 cavalos de potência, também serão destaque no estande da Scania na Fenatran. Eles vêm complementar a linha rodoviária, prometendo economia de combustível de até 5% em relação à versão atual. Isso será possível, segundo a área de engenharia da montadora, em função da tecnologia de alta pressão de injeção de diesel e da combustão mais eficiente, capaz de aumentar a potência e o torque, sem exceder as emissões e o gasto de diesel.

Os novos motores são uma ampliação da Linha R, compatíveis com as configurações de rodas 6×2 e 6×4 e as cabines R Highline e Streamline, que passa a ser composta por seis potências: 360 cv, 400 cv, 440 cv, 450 cv, 480 cv e 510 cv.

Outra novidade é o Heavy Tipper, desenvolvido para atender às demandas mais severas da mineração. Produzido com componentes mais robustos, o modelo carrega até 25% a mais de carga líquida que os atuais. Com isso, a nova gama salta das atuais 32 toneladas de carga líquida para, no mínimo, 40 toneladas de capacidade, e o peso bruto total (PBT) salta para insuperáveis 58 t, quando os concorrentes oferecem no máximo 32 t e 48 t de PBT.

Além disso, em comparação com a linha atual da Scania para a mineração, ele reduz em até 15% o custo por tonelada transportada, aumenta em 30% a vida útil na operação, eleva em 5% a disponibilidade da frota e pode proporcionar 10% de economia de combustível por tonelada transportada. Tudo aliado ao pacote de serviços oferecido que conta com treinamento de motoristas, sistema de troca de peças, conectividade e programas de manutenção especialmente desenvolvidos para o segmento.

Compartilhar

Deixe um comentário