EBS traz mais segurança aos implementos

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Nelson Bortolin

A linha de implementos rodoviários da Noma do Brasil, indústria que comemora seus 50 anos, acaba de passar por uma atualização de design. A nova cara das carretas foi apresentada ao público em outubro durante a Fenatran. Mas, as mudanças não se restringem à estética. Novas tecnologias foram incorporadas aos reboques e semirreboques.

Dois implementos lançados na feira, um rodotrem basculante e um bitrenzão tanque, chegam com a tecnologia EBS. “Trata-se de um conjunto tecnológico que agrega ainda mais segurança aos nossos produtos”, afirma o diretor de Marketinig, Kimio Mori.

No caso do basculante, por exemplo, o sistema é capaz de identificar situações de risco e parar o basculamento sem a ação do motorista. “No tanque, o EBS melhora a estabilidade, diminuindo o risco de tombamento nas curvas”, exemplifica.

De acordo com Mori, quando identifica a iminência de tombamento, o sistema verifica a velocidade das rodas e também o peso que está no veículo e, se necessário, aplica a frenagem de forma automática.

PERSPECTIVAS

Questionado sobre o momento atual do mercado de implementos, Kimio Mori diz que “o pior já passou”.  Ele vê perspectivas de melhora gradativa e lenta no próximo ano.

Sobre a saída de um importante player da indústria – a Guerra que decretou falência -, Mori afirma que o impacto no setor não é expressivo. “Era uma indústria que tinha uma participação importante, mas o mercado está tão retraído, que vamos sentir pouca diferença”, alega.

Ele afirma que a indústria de implementos sofreu mais que as montadoras nesses três anos de crie. “Ao contrário das fábricas de caminhões, nós não temos muito espaço para exportação”, declara.

A Noma, que tem sede em Sarandi (PR), chegou a parar sua produção e teve de renegociar com fornecedores e bancos. Hoje, segundo o diretor, a situação ainda é difícil, mas já melhorou. Ele conta que a empresa não esperava que a crise se prolongasse tanto. Além disso, ela havia investido R$ 75 milhões na construção de uma nova fábrica em Tatuí (SP), projeto que não pode ser concluído.

Questionado se a obra será retomada, Mori diz que a decisão ainda não foi tomada. Ele não acredita que haverá demanda para o funcionamento de duas plantas nos próximos anos.

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