Transportador tem baixa confiança na gestão da economia

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Sondagem da CNT mostra que 87% dos entrevistados considera que a crise política afetou negativamente o desempenho do setor

A Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2017, divulgada nesta segunda-feira, 4, pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra que as empresas de transporte começaram a se recuperar da recessão econômica que afetou o País nos últimos quatro anos. No entanto, com a retomada da economia em ritmo mais lento do que o esperado, os transportadores brasileiros demonstram baixa confiança na gestão econômica do País e um otimismo cauteloso em relação a 2018.

A maioria dos representantes das empresas (54,8%) espera aumento do PIB (Produto Interno Bruto), no ano que vem, em relação a 2017. Mas 38,9% acreditam que a retomada do crescimento econômico só deverá ser percebida em 2019.

A Sondagem ouviu representantes de 823 empresas de transporte rodoviário de cargas e passageiros, ferroviário de cargas, aquaviário (navegação marítima e interior), aéreo de passageiros e serviços de transporte urbano de passageiros por ônibus e metroferroviário, entre os dias 16 de outubro e 10 de novembro, em todo o país.

Em 2017, os modais aquaviário e aeroviário apresentaram crescimento significativo. Mesmo assim, o setor ainda sente os reflexos da crise que afetou mais duramente o transporte rodoviário, responsável pela maior parte do movimento de cargas e de passageiros em nosso país.

A maioria (76,3%) das empresas transportadoras informou aumento no custo operacional, 32,8% revelaram ter registrado queda de receita, e 42,3% disseram que a produtividade se manteve estável em 2017.

Para 2018, a maior parte das empresas (54,8%) informou que pretende apenas manter o tamanho de sua frota, enquanto 32,1% delas planejam aumentar a contratação formal de empregos.

BAIXA CONFIANÇA

A maioria (59,8%) dos entrevistados na Sondagem demonstrou baixo grau de confiança na gestão econômica do governo federal. Para 47,3%, a confiança diminuiu em 2017. A maioria (86,9%) considera que a crise política pela qual passa o País afetou negativamente o desempenho do setor transportador.

A maioria dos entrevistados (85,4%) não acredita que as ações adotadas pelo governo sejam suficientes para recuperar e adequar a infraestrutura brasileira de transporte. Os motivos mais citados para o atraso das obras de infraestrutura de transporte foram interferência política nas agências do governo (65,2%), excesso de burocracia para começar obras (54,8%) e dificuldade em obter licenças ambientais (31,3%).

As preocupações das empresas transportadoras expressam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de incentivo ao investimento em infraestrutura. A Reforma Trabalhista foi bem recebida por 66,1% dos entrevistados, e a Reforma Tributária foi apontada como outro passo importante da modernização do Estado brasileiro. Entre os participantes da Sondagem, 46,5% disseram que é preciso reduzir a carga tributária, e 20,5% defenderam a simplificação do sistema de cobrança de tributos.

• 31,9% das empresas de transporte rodoviário de cargas tiveram desempenho pior do que o
esperado em 2017;
• Crise de confiança no governo federal é o principal entrave para a realização das novas
concessões (53,2%);
• 92,8% dos entrevistados afirmaram que, em nenhum momento, perceberam redução do preço
do diesel após a mudança de política de preços da Petrobras;
• 19,7% dos transportadores rodoviários de carga tiveram queda de receita em 2017;
• 83,8% dos entrevistados perceberam aumento do preço dos contratos de seguro para cargas
nos últimos cinco anos; 
• 89,8% afirmaram que utilizam algum mecanismo para evitar roubos de cargas em suas empresas

Clique aqui para baixar a sondagem completa.

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1 comentário

  1. Realmente só agora muitos empresários do transporte viram que agiram de forma errada ao manipular autônomos no sentido de fazer manifestações contra o governo passado, infelizmente muitos foram iludidos e pensaram que estavam fazendo o certo e deu no que deu! Diesel a R$3,85 e até mais de R$4,00 em alguma regiões, gasolina com preço jamais visto, preço do gás de cozinha acima de qualquer explicação. E ainda tem as ações de alguns “justiceiros” quebrando empresas fomentadoras de desenvolvimento e geração de emprego e renda.
    O que é preciso e todos os brasileiros eleitores acordar para a politica, pois essa é que nos trás as consequências do desenvolvimento ou atraso! Políticos que na verdade não passam de surrupiadores dos nosso impostos que deveriam ser empregados no desenvolvimento da nossa nação. Os empresários do transporte estão choramingando, agora imaginem o pobre autônomo? Esse está vivendo o suficiente para comer angu e nada mais! O pior de tudo isso é que estamos sujeitando a carregar pelo valor imposto pelas empresas e não pelo valo que cobrira os custos e nos deixariam um lucro razoável. NÃO ELEJA POLÍTICOS QUE VOTARAM CONTRA NOSSO INTERESSES. Só para refrescar a memória; o governo abre os cofres para perdão de dividas dos grandes latifundiários e ao mesmo tempo sacrifica o trabalhador dizendo que somos nós os causadores da crise.

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