Monthly archives: janeiro 2012

Paraná proíbe bitrenzão de 9 eixos

 Nelson Bortolin

Há cerca de um mês, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná deixou de conceder Autorização Especial de Trânsito (AET) para bitrenzões 9 eixos (com 19,8 metros de comprimento) transformados depois de fevereiro de 2006. Essa configuração, cujo Peso Bruto Total Combinado (PBTC) é de 74 toneladas, já era proibida no Estado de São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Segundo o coordenador de Engenharia de Trânsito e Segurança Rodoviária do DER paranaense, Nilton Merlin de Camargo, o órgão chegou à conclusão de que o veículo é danoso para o pavimento e para as obras de arte. “Só estamos concedendo licença para quem comprovar que (o bitrenzão) foi fabricado até essa data”, afirma.

É que a resolução 211/2006 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proibiu os bitrenzões curtos. A partir de então eles só podem ser fabricados com, no mínimo, 25 metros. Mas, conforme mostrou a Revista Carga Pesada, há muita gente transformando antigos bitrens 7 eixos, que têm PBTC de 57 toneladas, em bitrenzões.

Esse fenômeno se intensificou depois que o Contran passou a exigir cavalos 6×4 para tracionar os 7 eixos. Devido ao aumento do custo do cavalo traçado, muitos transportadores aproveitam para transformar os velhos implementos em bitrenzões, com um ganho de 30% na carga. Clique aqui e leia reportagem especial sobre o assunto.

Questionado a respeito dos custos que os transportadores tiveram para reformar os implementos que agora não poderão rodar, Camargo respondeu que eles deveriam ter consultado o DER antes de incluir os dois eixos nos veículos. Segundo o coordenador, o bitrenzão ajuda a reduzir a vida útil do pavimento.

Além disso, de acordo com ele, há também a preocupação com a segurança. “Ninguém me provou que ele (bitrenzão) é seguro. Quando eu coloco 200 quilos a mais na minha caminhonete já sinto uma diferença grande na hora de frear, imagine o caminhão com 17 toneladas a mais”, ressalta.

O coordenador afirmou esperar que o Contran tome alguma providência para impedir as transformações desses implementos. No ano passado, a assessoria do órgão havia informado à Carga Pesada que uma comissão estava estudando o assunto. A reportagem entrou em contato com a assessoria novamente nesta sexta-feira (27). A informação é de que não há nenhuma novidade por enquanto.

SÓ COM LIMINAR – No Rio Grande do Sul, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) proibiu os bitrenzões em 2004, antes mesmo da resolução do Contran. De acordo com a superintendente de Transporte de Carga do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Iara Montano Rei, só estão circulando no Estado as configurações de 19,8 metros cujos proprietários foram à Justiça e obtiveram autorização por meio de liminares. 

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Porto do Amapá vai receber grãos de MT ainda neste ano

Equipe da Aprosoja visita Porto de Santana

Fonte: Aprosoja

O porto de Santana, antigo porto de Macapá, no estado do Amapá, vai começar a operar com grãos de Mato Grosso ainda em 2012. A informação foi repassada pelo diretor presidente da Companhia de Docas do Amapá, Riano Valente, ao presidente da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, em visita realizada ao porto nesta quarta (25).

O novo corredor de exportação mato-grossense deve iniciar as operações primeiramente com milho e a expectativa é que em 2013 já esteja embarcando soja.

Segundo a Aprosoja, a equipe que esteve no porto mostrou-se extremamente otimista depois da reunião com o presidente da Cia de Docas do Amapá. O governo federal investiu aproximadamente R$ 200 milhões para as obras de adequação e um grupo empresarial de Mato Grosso também está no Amapá, trabalhando para que o novo corredor de exportação esteja pronto para iniciar operações ainda este ano.

Segundo Carlos Fávaro com a conclusão da BR 163 a produção mato-grossense será transportada por caminhões pela rodovia Cuiabá-Santarém (BR 163), até o porto de Miritituba, no Pará, de lá sairá em barcaças, passando pela frente de Santarém (Pará) até chegar em Macapá, para tomar o destino dos mercados internacionais. O porto tem uma posição geográfica privilegiada, permitindo conexão com portos de outros continentes, além da proximidade com Caribe, Estados Unidos e União Européia.

As regiões Centro-Norte e Noroeste de Mato Grosso serão as principais beneficiadas com mais este corredor de escoamento da produção agrícola. “Os grãos produzidos nos municípios ao longo da BR 163 poderiam sair por Santarém ou por Santana, melhorando nossa competitividade e diversificando o modal de transporte atual”, explicou Fávaro.

O presidente da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística destacou ainda que a logística será um dos focos da nova gestão à frente da Aprosoja. “Por meio do Movimento Pró-Logística mapeamos e identificamos algumas obras fundamentais para melhorar e diversificar a atual infraestrutura de transporte existente em Mato Grosso. E o modal hidroviário é um deles, ainda pouco explorado no nosso país e que precisa de aporte significativo de recurso para dar conta de atender a demanda da nossa produção agrícola. Neste sentido, a entidade vai somar forças para viabilizar as obras, seja por meio da articulação política ou com a iniciativa privada”.

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Rodoviarismo tido como “equivocado” faz 55 anos

Juscelino corta a fita em Juiz de Fora em 1° de fevereiro de 1957, no início do seu deslocamento para o viaduto das Almas

 

Luciano Alves Pereira

A aniversariante é a BR-3, que virou BR-135 e hoje atende pela sigla BR-040. No trecho entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, uma ou outra placa de estrada informa que se trata da Rodovia Juscelino Kubitschek ou via JK. Mas ninguém sabe disso. Assim como a Dutra, originalmente BR-1, deram-lhe também o nome do ‘construtor’, mas, no caso mineiro, a designação não pegou. Em compensação, JK foi muito além. Foi o inaugurador dessa e de várias outras estradas pavimentadas que começaram a deixar de utilizar a sinuosidade dos vales dos rios para  priorizar o percurso mais curto. Apesar da topografia adversa e a terraplenagem mais cara.

Naquela manhã sem chuva de primeiro de fevereiro de 1957, Juscelino e comitiva partiram de Juiz de Fora, reunindo pequenos grupos de inauguração em suas paradas. Começaram pelo bairro de Barreira do Triunfo. Na vizinha Ressaquinha, repetiu-se a festa, não lhe faltando os discursos. Em Congonhas do Campo, novamente o ato. Presente, estava José Dias (já falecido), fundador de um tradicional restaurante à beira-via, conforme suas palavras, ditas a mim.

O ponto alto da solenidade, no entanto, estava programado para o viaduto das Almas, a60 quilômetrosda capital. Por quê? O das Almas era, naquela data, a obra-de-arte mais portentosa do extinto DNER. Com sua base parecendo um ‘paliteiro’ de 30 pilares em concreto armado, foi projetado e executado em curva (hoje contraindicado), medindo262 metrosde extensão. No auge do ufanismo da engenharia nacional, ninguém conseguiria imaginar que logo a travessia se tornasse tão perigosa.

Entre outras inúmeras ocorrências, em setembro de 1967 e agosto de 1969, dois ônibus da Viação Cometa caíram de seus30 metrosde altura, matando o total de 44 pessoas. Qualquer beócio do ramo estava vendo que ali se instalara uma armadilha, uma pinguela rodoviária. Constatada a ignorância do risco na década de 1960, mesmo assim, o das Almas continuou matando, vindo a ser desativado somente em outubro de 2010. Não sem antes o ministro dos Transportes promover o deboche da mudança do nome para Vila Rica, em1974. Aingênua intenção era para estancar o morticínio.

Tudo que se refira ao das Almas não se aparta do trágico. No entanto, o pontilhão “jamais perderá a dignidade, apesar de não ter mais utilidade”, comentou o engenheiro Márcio Damázio Trindade, um raro sobrevivente e testemunha da festa de JK, 55 anos atrás. Ilda Marques Ribeiro Silva também estava lá. Não como participante de fato do evento, mas “viu tudo de cima do morro”. Tinha 10 anos de idade e hoje está casada com Josué Correa da Silva. Ambos tocam com a filha Lucélia o Restaurante e Lanchonete da Celinha, no km 588 da 040.

 Seu negócio começou com duas portinhas, coladas à perigosa curva do ribeirão do Eixo. “Naquele 1°. de fevereiro”, conta Ilda, “o dia estava ensolarado e na parte da tarde o trânsito foi interrompido até o alto da mineração”. De acordo com suas lembranças, a empreiteira era a Construtora Andrade Gutierrez. Por outro lado, o empresário Antônio Cândido de Lima, fundador e diretor do Expresso Alvorada, de Sabará, na Grande Belo Horizonte, afirmou que o viaduto foi tocado pela Construtora Rabelo.

 Seja esta ou aquela, Ilda, filha única numa prole de vários irmãos, diz que o pai Totonho (Antônio Santana Marques) “ganhou dinheiro fornecendo refeições aos operários da então BR-3”. Ele possuía um pequeno comércio naquele ponto da estrada, a partir do qual floresceu o Restaurante da Celinha. “A banda de música tocava, enquanto JK e comitiva vinham a pé pelo tabuleiro do pontilhão. Na pracinha anexa, ajardinada com zelo pelo DNER de outros tempos, muitos carros e gente”, relata Ilda.  “Logo tocaram o Hino Nacional”, prossegue, “seguido de discursos de dentro do pequeno restaurante, amplificados para fora através de altofalantes”.

PENÚRIA − JK executou importante programa de pavimentação de estradas nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Seu desdobramento econômico e social espelha um salto de 50 anos em 5, como era o seu slogan central de governo. Só quem ‘esteve presente’ àquela época pode entender e tentar explicar a penúria viária da década. Eu, por exemplo, estudava no Rio de Janeiro e dependia dos trens sem horários da Central do Brasil para vir visitar a terra do queijo do Serro.

Há 54 anos, janeiro de 1958, delirei ao passar de ônibus sobre o viaduto das Almas, mais ainda quando cheguei à capital pelo alto. O corte da serra do Curral, na Zona Sul da cidade, está lá. Em 1962, ‘caí’ na BR-3 com uma lambreta de 150 cilindradas, motor de dois tempos. As viagens eram temerárias para muitos. Dava um ‘pulo’ no Rio, viajando à noite toda para aproveitar o dia de sol na praia. O retorno também era noturno, rodando 14 horas ininterruptas. Claro, sempre com garupeiro. Uma vez segui até Muriaé, na Zona da Mata. Tais viagens também estão fazendo aniversário. Nada menos que 50 anos.

O que era ganho de infraestrutura dos velhos tempos virou pega para críticas. Culpam JK de haver feito a escolha do modal equivocado, “empurrando o Brasil para o rodoviarismo hipertrofiado”. Inverdade que Geraldo Vianna põe às claras no seu livro ‘O mito do rodoviarismo nacional’, edição de dezembro de 2007. Vianna foi presidente da NTC & Logística, de São Paulo, entidade das transportadoras de carga em âmbito nacional. No seu comparativo internacional de dados estatísticos, levantado entre as 20 maiores economias do mundo, constata-se que o tal modal rodoviário nacional está na rabeira.

Ou seja, não houve nem há qualquer privilégio em prol dos caminhões e seus operadores. Muito ao contrário. Na década de 1980, por exemplo, no governo Geisel, destinou-se todo um valor do orçamento federal para construir a Ferrovia do Aço e não se conseguiu.

Apesar dos fracassos para equilibrar as ‘forças terrestres’, Vianna reconhece que há enorme esforço oficial de “transferência de cargas entre as modalidades”. Na parte das conclusões, o autor solta um alerta: “… se a transferência se der apenas em função do sucateamento ou da perda de eficiência do [modal] rodoviário − como parece ter sido, tantas vezes, a estratégia míope e desastrada de gestores públicos da área −, o tão perseguido reequilíbrio da matriz de transporte nada significará, senão que a economia brasileira, no seu todo, estará perdendo agilidade, eficiência e, portanto, competitividade”.

Seu brado ganha mais sentido quando Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes do respectivo ministério faz comentários doídos. No Seminário ‘Plataforma Logística de Betim’ (MG), cidade da região metropolitana da capital, administrada pelo PT, ocorrido em 30 de novembro, ele foi direto ao dizer que a ferrovia Transnordestina, entre o Piauí e Pernambuco, está sendo construída ao custo de R$ 5 bilhões.

Com alguma falta de jeito, ele acrescentou que o governo sabe que não haverá carga que a sustente, ainda que precariamente. Também não escondeu que a obra tem “objetivos políticos”. Será mais uma ferrovia deficitária, como inúmeras no mundo, porque é assim que o trem funciona.

O que não dá para aceitar é que enquanto isso, a BR-381-Norte (rumo a João Monlevade) não teve um metro de pista duplicado nos oito anos do governo do Lula porque a política em Minas é de oposição. Mais recentemente, o jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, publicou outro desacato: “Alagoas tem 4 vezes mais  verbas para BRs que Minas”. Perseguidos pelo regime militar, os atuais gestores públicos federais aprenderam e aperfeiçoaram métodos.

Eles os põem em prática contra o “estado logístico por vocação”, que é como Paulo Resende vê Minas. Ele é outro conhecedor do assunto, com doutorado em Logística em Memphis (EUA) e professor titular da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte e explicou essa visão também no seminário de Betim. Aparentemente não deu pra entender: será que ele não sabe que sem verbas federais não há logística que funcione na terra do frango ao molho-pardo?  

llda Marques viu a inauguração do “do alto do morro”

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ANTT adia multa pelo uso da carta-frete

Nelson Bortolin 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) adiou por tempo indeterminado a “fiscalização punitiva” dos transportadores que continuam usando a carta-frete, documento proibido por força da lei federal 12.249, de 2010. O novo formato de pagamento dos motoristas autônomos foi regulamentado pela resolução 3.658 da ANTT, de abril do ano passado.  E quem a descumprisse deveria ser multado desde a última segunda-feira (23).

“Vamos continuar fazendo a fiscalização educativa, mas a qualquer momento poderemos começar a multar”, afirmou à Carga Pesada o superintendente de Serviços de Transporte de Cargas da ANTT, Noboru Ofugi. Segundo ele, a necessidade de uma série de ajustes quanto ao Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), que será gerado por administradoras de cartões eletrônicos, motivou o adiamento das multas.

“Recebemos solicitações de várias entidades apontando dificuldade de operacionalizar o novo sistema”, justificou. Segundo a resolução 3.658, para cada frete, um Ciot precisa ser gerado antes de o motorista sair em viagem. A NTC&Logística já havia apontado a “inviabilidade” deste esquema nas operações com caminhoneiros contratados como agregados. Clique aqui e leia mais a este respeito.

Mas, segundo Ofugi, essa não foi a única dificuldade apontada. Ele deu exemplos de transportadores que atuam nos segmentos de fumo e de combustível que procuraram a ANTT. “Eles alegaram que historicamente fazem o pagamento dos autônomos (mesmo que não agregados) depois de 15 dias ou um mês do transporte realizado”, afirmou.  

Por isso, de acordo com ele, o Ciot vai ser adequado para cada tipo de operação. Mesmo assim, o superintendente negou que a resolução será totalmente reformulada. “Serão pequenos ajustes para dar a flexibilidade possível ao sistema. Não temos interesse em criar dificuldades adicionais”, minimizou.

Ofugi ressaltou que o adiamento das multas não foi oficializado por meio de resolução da ANTT para não acomodar os transportadores. “A qualquer momento podemos começar a fiscalização punitiva”, garantiu. Ele não quis estimar um prazo para a realização dos ajustes. “Estaria sendo leviano e até inconsequente se fizesse isso”, declarou.

O represente da agência também disse à Carga Pesada que, dentro de 15 dias ou máximo um mês, serão homologadas mais quatro administradoras para realizar o pagamento eletrônico de frete. Seis já estão aptas. “Quanto mais empresas homologadas, melhor para o transportador, que tende a ter um serviço melhor e mai barato”.

Pela resolução, o autônomo pode ser pago através de conta corrente aberta em nome dele ou por meio das administradoras de cartão eletrônico credenciadas pela agência. Essas empresas são obrigadas a oferecer, em seus sites, um serviço gratuito de geração de Ciot para aqueles contratantes de frete que não quiserem comprar seus serviços.

Outras formas de pagamento de caminhoneiro autônomo ficaram proibidas.

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CIOT de agregados terá regra específica

Fonte:  NTC&LOGÍTICA

 

A pedido da NTC&Logística, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) irá desenvolver regulamentação específica quanto ao Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT) gerado para fretes realizados por motoristas autônomos agregados.

Em ofício enviado dia 19 de janeiro à entidade (ver cópia abaixo), a ANTT informou que as novas regras deverão contemplar:

 – geração de um CIOT que poderá ser utilizado em coletas, entregas e transferências;

- o CIOT será exclusivo para as relações entre ETC com registro no RNTRC e TAC-Agregado;

- ele terá prazo de vigência de até 30 dias, podendo haver até dois CIOT´s em aberto;

- enquanto existirem CIOT´s vigentes entre uma transportadora e um agregado não poderão ser gerado novos CIOT´s para esse agregado por outras empresas.

- não haverá obrigação de informar: origem, destino, destinatário, peso e tipo de carga, valor de pedágio, combustível, impostos e contribuições, (o valor do frete deverá ser informado na forma de uma referência);

- no fechamento do CIOT deverão ser informadas as operações realizadas no período de sua vigência e o valor do frete a ser pago.

A ANTT não definiu uma data para que as novas regras entrem em vigor.  O entendimento da NTC&Logística é de que, até lá, a regulamentação contida na resolução 3.658/2011 não vale para os contratos entre transportadoras e agregados. 

 

 

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Engenheiro alerta para risco com caçambas

O Brasil pré-Copa e pré-Olimpíadas tornou-se um grande canteiro de obras. Com isso, cresce bastante o risco de acidentes com caçambas, que podem tombar mesmo paradas, durante o descarregamento.

“…Boa parte da frota de basculantes trafega com a manutenção precária e, como são praticamente “veículos urbanos”, ou seja, não passam pelos controles de pesos das rodovias, acabam exagerando na carga, aumentando ainda mais os riscos de acidentes”, afirma o engenheiro mecânico Rubem Penteado de Melo.

A falta de motoristas com capacitação adequada para atuar no segmento é outro fator preocupante. Confira abaixo artigo escrito pelo especialista para o portal Guia do TRC:

 

Cuidados extras com basculantes

Além de todos os riscos nas rodovias, alguns tipos de caminhões pedem ainda cuidados especiais no carregamento e descarregamento, como no transporte de produtos perigosos, silos de cimento e especialmente os Basculantes.

Agrava-se a situação, porque boa parte da frota de basculantes trafega com a manutenção precária, e como são praticamente “veículos urbanos”, ou seja, não passam pelos controles de pesos das rodovias, acabam exagerando na carga, aumentando ainda mais os riscos de acidentes.

Mas tem uma característica extremamente perigosa nas famosas Caçambas: Elas podem tombar paradas, durante o descarregamento. E isso é muito fácil de acontecer.

Especialmente nesse momento do Brasil Canteiro de Obras, pré-Copa, pré-Olimpíada, etc., onde garimpa-se desesperadamente por caminhoneiros, e nem pensar em treiná-los antes de dirigir o Bruto, vamos ver muita caçamba tombada.

Por isso, além de manutenção mecânica rigorosa, é oportuno passar às medidas preventivas para a operação:

- Assegurar que as cargas são carregadas uniformemente em todo comprimento e largura da caçamba (não carregar + de um lado);

 – A carga é úmida e propensa a grudar? Os Riscos serão maiores;

 –  A carga deve estar dentro dos limites legais ( pela “Lei da Balança”);

 – As áreas ao redor do veículo devem ser isoladas;

 – Sempre bascule sobre terreno firme e nivelado. Nunca em terreno inclinado, aclives ou declives;

 – Certifique-se que a porta traseira está aberta antes de bascular;

 – O motorista deve ficar na cabine, enquanto báscula;

 – Esteja atento a obstruções elevadas: rede elétrica, cabos, postes, etc;

 – Mantenha pessoas afastadas durante basculamento;

 – Nunca bascule durante ventos fortes;

 – Alinhe o Conjunto cavalo-carreta antes de iniciar a descarga;

 – Se a carga não descer, não de trancos com a caçamba levantada;

 – Se o veículo começar a virar, prepare-se forçando o corpo contra o encosto do banco, e segure-se firmemente ao volante. Nunca tente pular para fora da cabine.

 Uma vez descarregada, o condutor deve certificar-se que a caçamba está abaixada antes de retornar a viagem. Por incrível que pareça são frequentes os “atropelamentos” de passarelas e viadutos por basculante andando com a caçamba levantada.

 

 

RUBEM PENTEADO DE MELO

é Engenheiro Mecânico com pós-graduação em engenharia de produção e mestrado em engenharia mecânica. É diretor, responsável pela área da qualidade nos serviços de inspeção de segurança de veículos sinistrados e alterados e inspeção de veículos que transportam produtos perigosos na Transtech Ivesur Brasil Ltda. É parceiro do Guia do Transportador. Foi vencedor do Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito de 1996.

 Contatos: transtech@transtech.com.br

 41 3033-8700

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Mato Grosso vai cobrar 3% de ICMS sobre frete

Em resposta à Revista Carga Pesada, o governo do Estado de Mato Grosso minimizou os efeitos do decreto 789/11, que começou a vigorar dia 1º de janeiro deste ano. Segundo a assessoria da Secretaria da Fazenda, o que muda basicamente é a cobrança de 3% de ICMS sobre o frete intermunicipal em Mato Grosso, que não vinha sendo feita.

“Para não afetar o custo na produção e não retirar a competitividade do setor, o governo decretou um benefício fiscal sobre a base de tributação de 75% de desconto. Com este benefício, ao invés de cobrar uma alíquota de 12%, o cálculo resultará em uma carga de ICMS de 3%”, afirmou a assessoria.

A medida elevará o custo do transporte às vésperas da colheita. Clique aqui e leia mais.

A Secretaria da Fazenda ressaltou que as operações de transporte para exportação continuam sem pagar imposto. “Com o decreto 789/11, ao invés de isento, esta operação estará diferida. Em outras palavras, será lançado o ICMS sobre esta operação e este imposto ficará registrado no Sistema da Sefaz como suspenso”.

De acordo com a assessoria, “comprovada a exportação”, o Fisco irá isentar o ICMS. “O frete na exportação continua isento, só que terá maior controle para evitar descaminhos e perdas na arrecadação”, assinala.

Quanto às operações interestaduais não há mudança. O ICMS segue sendo cobrado em 12%.

“Várias reuniões junto aos representantes do setor produtivo ainda estão sendo realizadas para definir logísticas e critérios de cobrança”, finalizou a assessoria.

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Carta-frete: ANTT promete fiscalização na segunda

Nelson Bortolin 

Se não houver nenhuma mudança de última hora, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) começa a fiscalizar e multar na próxima segunda-feira (23) os transportadores que ainda estiverem utilizando a carta-frete – extinta por meio da Lei Federal 12.249, de 2010.

Conforme manda a resolução 3.658 da ANTT, as seis administradoras de cartão homologadas para fazerem o pagamento eletrônico dos motoristas já oferecem em seus sites uma ferramenta que permite a geração do Código Identificador de Operação de Transporte, o CIOT.

Mas isso não significa que o setor esteja preparado para deixar de lado a carta-frete, utilizada durante mais de quatro décadas. No final da manhã desta sexta-feira (20), lideranças do setor ainda tinham esperança de que a ANTT prorrogasse o prazo de fiscalização. A Carga Pesada procurou a agência para saber sobre essa possibilidade, mas ainda não obteve retorno.

Os transportadores de grãos do Mato Grosso aguardam o parecer da Justiça em mandado de segurança impetrado contra a lei e a resolução. A advogada Samantha Gahyva, que representa a ATC de Rondonópolis, diz que espera uma liminar garantindo o uso da carta-frete.

No Rio Grande do Sul, o sindicato que representa as empresas de Transportes (Setcergs) já obteve uma liminar e seus associados podem continuar utilizando o documento pelo menos até a análise do mérito da ação movida pela entidade. 

Clique aqui e leia mais sobre o fim da carta-frete.

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Custo do transporte cresce na “boca” da safra

Nelson Bortolin

A mais ou menos 15 dias do início do pico da colheita da soja, transportadores do Mato Grosso enfrentam dois novos problemas. O diesel, que já é mais caro no Estado devido à alíquota maior de ICMS (15%), subiu um pouco mais com a interdição de um oleoduto da Petrobras.  E o governo, para “ajudar” o setor, resolveu voltar a cobrar ICMS sobre as operações de transportes.

Segundo o diretor-executivo da ATC de Rondonópolis, Miguel Mendes, o combustível está cerca de R$ 0,07 mais caro devido à manutenção do oleoduto em Goiás. “Vindo de trem, o diesel chega para nós com um preço mais alto”, explica.

Quanto ao ICMS, ele afirma que o setor de transporte vinha sendo beneficiado com a isenção nas operações dentro do Estado.  “Mas agora, o governo voltou a cobrar”, ressalta. A alíquota é de 17%. Esse custo, de acordo com Mendes, não será absorvido pelos transportadores, pelo menos por enquanto.

Com o mercado aquecido às vésperas da colheita, ele afirma que é fácil repassar o valor do imposto ao embarcador. Mas, após a safra, o receio é que o ICMS seja mais um fator a achatar a rentabilidade dos transportadores. “Estamos nos mobilizando para tentar convencer o governo a continuar oferecendo a isenção”, afirma.

A Carga Pesada pediu uma entrevista na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso para tratar deste assunto, mas ainda não obteve um retorno.

Apesar dessas duas más notícias, Miguel Mendes se mostra otimista em relação à nova safra. “Esperamos uma melhora de 15% a 20% no frete na comparação com o ano passado”, declara.  De acordo com ele, ainda que por pouco tempo (cerca de 45 dias de movimentação intensa da soja), os transportadores vão trabalhar com “folga na planilha”. “Este ganho precisa compensar o que a gente perde durante o resto do ano”, ressalta. 

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Campanha promocional da OnixSat oferece telefone satelital a R$ 690

A OnixSat está realizando uma promoção do telefone satelital móvel IsatPhone PRO. Em planos e pacotes especiais, o aparelho pode ser adquirido a R$ 690.

Segundo a empresa, o telefone pesa menos de 300 gramas e tem “excelente qualidade de voz”, permitindo conexões por bluetooth e USB. Ele dispõe de mais de 100 horas de bateria em stand by e, de acordo com a OnixSat, garante uma “comunicação global, segura, permitindo o envio de e-mails e SMS”.

O IsatPhonePRO ainda possibilita a utilização de serviço de dados, “atuando como modem ao ser conectado em um notebook”.

O produto foi utilizado pela equipe SHEZ Comunicação/OnixSat de fotojornalistas na cobertura do Rally Dakar, que se encerrou dia 15 de janeiro em Lima, no Peru. A eficiência do IsatPhone PRO foi comprovada pela equipe integrada por Haroldo Nogueira e José Mário Dias, com apoio de Ralph Gallas.

A partir desta e de outras tecnologias, eles transmitiram as melhores imagens do rally que passou por quase 9 mil quilômetros de trilhas argentinas, chilenas e peruanas. “Não fosse o apoio que recebemos da OnixSat, não conseguiríamos o resultado que obtivemos, principalmente na rapidez com que nossas imagens chegaram à nossa base, no Brasil”, afirmou o fotojornalista Haroldo Nogueira.

Clique aqui e solicite mais informações sobre o produto.

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Citigroup GMB CCTVM ganha leilão da BR 101

O Consórcio Rodovia da Vitória, representado pelo Citigroup GMB CCTVM S.A, venceu nesta quarta-feira (18) o leilão realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e tornou-se concessionário da BR101 no Espírito Santo. São 476 quilômetros de estrada.

A tarifa-teto do pedágio era de R$ 0,06237 por quilômetro e o vencedor ofereceu R$ 0,03391 no leilão realizado às 10 horas na BM&FBovespa.

Serão construídas sete praças de pedágio na rodovia. As tarifas-teto estabelecidas pela ANTT iam de R$ 2,22 a R$ 5,18. A agência ainda não divulgou os valores de acordo com a proposta do grupo vencedor.  

Clique aqui e veja os demais lances.

 

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Diária de um Scania G-380 custa R$ 1200

 

Nelson Bortolin

Desde segunda-feira (16), funciona em São Bernardo do Campo (SP) a primeira locadora de caminhões do País. Trata-se da JSL Aluguel de Caminhões, criada pela operadora logística JSL, que investiu R$ 7,5 milhões no negócio. A frota inicial é de 43 veículos zero quilômetro, sendo 33 caminhões plataformas equipados com baú, carroceria, caçamba ou pipa e 10 cavalos mecânicos (ver modelos abaixo). Mas a empresa diz que poderá providenciar outros de acordo com a demanda.

Segundo José Geraldo Santana Franco Junior, diretor Comercial de Pesados da JSL, a ideia é atender tanto pessoas físicas como jurídicas, com contratos diários, semanais, mensais ou até mesmo para períodos mais longos.  “Pretendemos atender desde a indústria e o setor de construção até as demandas eventuais de transportadoras para cargas gerais. Às vezes, a transportadora está com um determinado gargalo ou com um veículo quebrado e podemos ajudá-la nessas situações”, afirma.

De acordo com o diretor, a locação de caminhões já existe em outros países, como nos da Europa. “Nos Estados Unidos, a própria Paccar (montadora de caminhões que está se instalando em Ponta Grossa) realiza esse serviço”, afirma.

Franco Junior diz que o desafio inicial da JSL é “entender qual o tamanho desse mercado”. Mesmo assim, segundo ele, já existe um projeto de abertura de outras cinco lojas em Estados do Sudeste e do Sul.

De acordo com a JSL, o aluguel de caminhões também pode ser um bom negócio para o motorista autônomo, quando seu veículo estiver quebrado ou quando precisar de uma configuração diferente para realizar determinado serviço.  

Pelo serviço de atendimento ao cliente  no telefone 0800 575 7775 apuramos que a diária de um Scania G-380, cabine leito, teto baixo, com ar condicionado custa R$ 1207,35. O pacote promocional para sete dias R$ 7.183,74  e o mensal, também promocional, R$ 15.393,73. A franquia é de 500 quilômetros e o cliente paga R$ 3,14 por quilômetro excedente.

A diária de um Volkswagen 8-150 equipado com carroceria é de R$ 578,05. Equipado com baú o preço sobe para R$ 609,74.  Em todos os casos o valor inclui seguro, rastreador e monitoramento 24 horas. A franquia neste caso é de 300 quilômetros e o veículo tem que ser retirado e devolvido na locadora, nos mesmos moldes do aluguel de um automóvel. No caso de um Iveco Daily com carroceria a diária é de R$ 410,07; com baú o preço chega a R$ 428,18. A franquia é de 250 quilômetros e cada quilometro excedente custa R$ 2,23 no baú e R$ 2,13 na opção com carroceria.

 

Modelos que podem ser alugados

- Iveco 35S14 (baú e carroceria)

- Volkswagen 8.150 (baú e carroceria)

- Volkswagen 24.250 (baú, carroceria e caçamba)

- Volkswagen 26.260 (caçamba e pipa)

- Scania G380 (cavalo mecânico 6×2)

- Volkswagen 19.320 (cavalo mecânico 4×2)

 

 

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