Shacman começa a fabricar em Tatuí neste ano

10

Trevisa

 

185746_303916_rmv_7970

 

“O prédio já está pronto, estamos na fase de montagem dos equipamentos da linha de produção.” A frase é do presidente da Schacman no Brasil, Reinaldo Reis Vieira. Durante inauguração da primeira loja da marca, em Cuiabá, os representantes da montadora chinesa de caminhões garantiram que a fábrica em Tatuí (SP) estará funcionando até o fim do ano.

“Importamos 100 caminhões da China e pretendemos, a partir do funcionamento da nossa unidade de produção, em Tatuí, nacionalizar a marca, ou seja: alcançar os 65% de peças e componentes produzidos no Brasil. Atualmente já estamos com 45%”, disse o engenheiro João Comelli, responsável técnico pela fabricação do Shacman no País. Segundo ele, a linha de montagem será composta por células e deverá produzir em média três caminhões da marca por dia.

A área da fábrica da Shacman no Brasil ocupa 53 mil metros quadrados, sendo 12 mil metros quadrados de área coberta. “Nossa previsão é colocar a fábrica em pleno funcionamento, ainda neste primeiro semestre”, informou Reis. Desenvolvidos em parceria com empresas americanas e europeias, os veículos da Shacman serão comercializados no mercado nacional com configuração 4×2 e 6×4. O objetivo da marca é conquistar 2% desses segmentos em dois anos.

Os modelos adaptados para o território nacional possuem motor de 385 e 420 cavalos de potência, tendo como base a plataforma de motores Cummins ISM de 11 litros, Common Rail, eixos MAN com redução nos cubos e transmissão Eaton, de 12 velocidades, ou Fast, de 16 velocidades, ambas com over drive.

A estratégia de negócio da empresa no País engloba, inicialmente, a instalação de 21 revendas em todo o território nacional. “A rede deverá cobrir todas as regiões, mas apresentará uma maior concentração nas regiões Sul e Sudeste”, informou Reis.

A chinesa oferecerá cinco configurações dos veículos para atuar nos segmentos de mineração, construção, madeira e cana, entre outros. Os caminhões começaram a ser comercializados em janeiro. Duas unidades já foram vendidas pela Golden CBX, concessionária de Cuiabá, antes mesmo da inauguração, e já estão rodando na Região de Campo Novo do Parecis (MT). A representante da fabricante chinesa informou que, em plena operação, ampliará o portfólio de produtos no país.

Os valores de comercialização dos caminhões não foram revelados, mas o diretor da revenda de Cuiabá, Gilmar Golim, garante que o preço é altamente competitivo e atraente. “Vamos oferecer um produto de alta tecnologia com um valor, posso assegurar, até 20% menor que a concorrência”, disse Golim.

O empresário Nerci Pavan, sócio da Golden, está otimista. “Estamos apostando nesse mercado que está superaquecido, motivado pelo crescimento do agronegócio. Basta ver as notícias recentes de que faltam caminhões para escoar a safra do Brasil”, disse Pavan.

No Brasil, a Shacman é representada pela Caminhões Metro-Shacman do Brasil Importadora e Distribuidora, que tem a responsabilidade da distribuição dos caminhões e peças para todo o mercado brasileiro através de uma rede que deverá totalizar 30 concessionárias completas, estrategicamente distribuídas pelo território nacional.

185746_303918_dt_esquerdo

185746_303919_tt6x4_385_angulo_web_

Scania - Mês de Maio
Compartilhar
Mercedes - As estradas falam

10 Comentários

  1. Sucesso no negócio à Shacman. Esperamos que a logística adotada atenda às necessidades de mercado. Não é nenhuma “brastemp”, mas acredito que alguns transportadores deverão se arriscar adquirindo algumas unidades para teste. Caso dê certo aí poderão ampliar as compras. Parecem unidades Scania de décadas passadas. Quanto aos motores e câmbio vamos ver se aguentam nosso combustível adulterado.

  2. É sempre muito bom perceber novas Empresas investindo no mercado brasileiro de caminhões, todavia certos mercados, como o canavieiro e o madeireiro, requerem algumas caracteristicas técnicas especiais, para que haja sucesso operacional. Outra marca chineza “queimou seu filme” na cana, por detalhes importantes, como por exemplo, o torque nas rodas trativas, imperativo para que um cavalo-trator, consiga arrancar tracionando um semi-reboque + um reboque, cada um pesando aproximadamente 42 toneladas, sem ter que “escorregar” a embreagem, para obter aquela “forcinha” a mais na hora da verdade. É muito importante que o cavalo tenha também freios de emergencia por supressão abrupta do fornecimento de ar comprimido na linha de alimentação dos reboques, pois trata-se de uma medida crucial para a segurança da composição, mesmo que o Brasil ainda não tenha legislação especifica. Enfim, existem ainda outras caracteristicas desejaveis, que, ajudariam muito a consolidar o sucesso mercadológico do produto. Nós, pessoalmente, não temos duvidas, que, em cinco ou seis anos, a China será um dos maiores players no mercado automotivo mundial, pois mesmo sem muita tradição, já conseguiu seu lugarzinho ao sol, mas num mercado de caminhões como o brasileiro, tem de entrar com o pé direito, senão…

  3.  Esse caminhão será um bom negócio para os autônomos que tem o desejo de ter um carro novo.Mas sera difícil a Shacman ou até mesmo Sinotruk alcançar a confiabilidade do brasileiro como as velhas marcas por aqui, não trocaria nunca um Scania, Volvo, Mercedes-Benz e até mesmo um Iveco por um Shacman ou Sinotruk.

  4. Gustavo Brito em..

     O caminhão em si não é lá grande coisa no quesito beleza, o motor é um motor conhecido por aqui, são praticamente os mesmo dos International 9800i. Em questão das configurações de tração, a marca erra um pouco em não vende de fabrica os modelos tratores com tração 6×2. O mercado brasileiro compra mais modelos 6×2 e 6×4 do que 4×2, e vender apenas 4×2 e 6×4 é um pouco desvantajoso, pois ninguém vai comprar um modelo 6×4 para colocar numa Vanderléia ou LS. Outro erro é não ter uma opção de cambio automatizado. Espero que em breve essas cabines mudem um pouco, pois falta trações de modernidade nelas, pare caminhões da década de 90. 

  5. Fabiana Soares em..

    Bom dia, Sera muito bom para a cidade ter este nivel de empresa, espero que tenham muitas vagas para profissionais do ramo, gostaria de fazer parte desta nova etapa da empresa fazendo parte do time, tenho experiencia de 11 anos no ramo de chicoteiras especialmente em truks, cars, clientes toyota, honda, ford, mercedez, etc.

  6. Acácio Gonçalves em..

    Sou de Tatuí, sou Contador em um grande Banco da região Norte, ganho a vida em Rondônia, pois as portas nunca se abriram para mim em Tatuí, gosto dessa terra, todavia, falando em caminhão, acho que deverão ter um expert na ponta que tenha a mente aberta, para fazer a diretoria entender a necessidade de uma demonstração dos veículos, ou seja, colocar a prova em grandes Empresas que utilizam este meio de transporte. Pois só assim conseguirão entrar no mercado. Não é carregando o caminhão e indo de Tatuí para São Paulo voltando até o final da Castelo Branco, para fazer o teste.
    Já estou aposentado, ainda na ativa, gostaria de fazer parte dessa Empresa, quem sabe até na área Comercial.
    Abraços

Deixe um comentário