Concessionárias estimam aumento de até 10% nas vendas em 2014

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Scania - Nova Geração

 Nelson Bortolin

 

As concessionárias de caminhão estão muito otimistas em relação ao próximo ano. Elas projetam crescimento de 5% a 10% em 2014. A nova taxa do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), de 6%, é consideradas atrativa. A única dúvida é se os bancos vão se sentir mais animados a operar o programa.

Na Konrad, concessionária Ford de Maringá, o crescimento estimado é de 10%. O gerente comercial, Fernando Xavier Mourão, conta que 2013 ficou “aquém da expectativa” devido à falta de alguns produtos da marca e ao crédito restrito. “Se eu tivesse conseguido aprovar metade das propostas de negócio, eu teria crescido 30%”, afirma.

Ele acredita, no entanto, que esses problemas não se repetirão no próximo ano. Em relação ao crédito, segundo Mourão, os bancos devem estar mais motivados porque há expectativa de aumento do spread e também porque o PSI irá exigir entrada de 10% para os pequenos frotistas e de 20%, para os grandes. “Quando há participação do cliente, diminui o risco do banco”, ressalta.

Quanta aos produtos, o gerente destaca que a Ford está voltando com a série F (de 140 e 150 cavalos), além dos lançamentos feitos na última Fenatran, entre eles, o Cargão, primeiro extrapesado da montadora. “Nosso extrapesado não deve nada aos da concorrência. Vamos disputar esse mercado”, afirma.

Ele conta que a estratégia não é buscar os grandes frotistas, mas aqueles que já conhecem os produtos da Ford em outros segmentos. De acordo com Mourão, o Cargão é até 15% mais barato que seus concorrentes diretos. “Nos primeiros dias do ano, vamos aproveitar que o BNDES não estará liberando PSI para planejar com calma o nosso 2014. Temos objetivos e premiação para toda a nossa equipe que está animada”, garante.

 

Recorde

Diretor Comercial da Auto Sueco, concessionária Volvo em São Paulo, Luís Gambim também se diz muito otimista. “Projetamos um crescimento de 5% para os pesados e de 10% para os semipesados. Ele salienta que 2013 foi um bom ano e que, em novembro, o grupo bateu recorde de faturamento, crescendo 67% na comparação com o mesmo mês de 2012.

Entre as apostas do grupo, está F16, o caminhão mais potente do mundo, que a montadora apresentou na Fenatran. “Já comercializamos quatro desses”, conta. O diretor não revela quem são os compradores, mas diz que eles irão visitar a fábrica na Suécia, onde os veículos estão sendo produzidos.Também não falou sobre preço, mas, durante a Fenatran, o veículo foi anunciado ao preço de R$ 1 milhão.

“Além disso, temos uma linha totalmente renovada de semipesados. Temos os 8×2 e 8×4 saindo da fábrica com quarto eixo implementado”, ressalta. Outro destaque, segundo o diretor, serão os VM Tractor, com 330 cavalos, com caixa I-Shift.”Estamos bem otimistas em relação ao mercado em 2014. Aumentamos nossa equipe em 23%. Vamos ganhar market share”, declara.

 

Agronegócio

Diretor comercial da Germanya (MAN), em Maringá, Mário de Moura Junior afirma que o crescimento do mercado em 2014 será “em cima” do agronegócio. Para ele, a taxa de 6% do PSI é bem atrativa. E o único receio é que, apesar do aumento, o BNDES não ele também o spread. “Pelas informações que eu recebi, o spread continuará o mesmo e isso é motivo de preocupação”, afirma.

Ele acredita a MAN, em particular, tem boas oportunidades de crescimento devido ao lançamento do MAN TGX, cuja produção começou neste ano. “Estamos projetando 10% de crescimento”, declara. Moura Junior acredita que, em janeiro, o veículo preencha novos requisitos exigidos pelo BNDES e que, desta forma, possa ser 80% financiável pelo PSI. “Como pela nova regra o banco está exigindo 20% de entrada, estaremos competindo de igual para igual com os concorrentes”, destaca. Para ele, todo o mercado tem boas expectativas em relação a 2014. “Tendo crédito, tudo vai bem”, afirma.

 

Serviços

Também de 10% é o crescimento projetado pela Rota Oeste, concessionária Scania em Mato Grosso. “Pelos nossos estudos, 2014 tem tudo para ser ainda melhor do que foi 2013”, afirma o sócio diretor Marcos Rolim Lopes. O Streamline, pacote de produto e serviços recém-lançado pela montadora, será um dos destaques do ano, de acordo com o diretor.  “Ele representa um degrau superior de rentabilidade, disponibilidade, foco no motorista e economia de combustível. Os caminhões Streamline podem chegar a até 15% de redução de consumo”, destaca.

Lopes ressalta a linha de semipesados, que vem ganhando força na Scania, tendo como  carro-chefe o P310 8×2. Outra novidade da montadora para 2014 é o Highline 620 8×4, apresentado na Fenatran para cargas indivisíveis. “Ele estreia com CMP de 250 toneladas, a maior do mercado”, enfatiza o diretor.

Mas o maior destaque, de acordo com ele, será o pesado R 440. “Foi o caminhão mais emplacado da categoria de pesados e de toda a indústria de janeiro a novembro de 2013. Equipado com a caixa automatizada Scania Opticruise, o R 440 é capaz de oferecer a melhor rentabilidade com disponibilidade”, diz Lopes.

Ele acredita que, em 2014, as concessionárias terão de “acelerar os passos” porque será um ano mais curto, devido à Copa do Mundo. E que é preciso esperar a circular do BNDES com as novas regras do PSI para saber se os bancos terão mais vontade de operar o programa.

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1 comentário

  1. JOÃO CAVALHEIRO em..

    comprar é facil pagar com hum frete devazado do jeito que esta não esta cobrindo nen as despezas do caminhão e o salario do motorista e os encargos do salario como paga o banco tem mais cuando sobe o oleo abaixa o frete se continuar assim comprar caminhão é um pécimo negocio para trabalhar de graça só sai ganhando os donos dos produtos e e as concecionarias de pedagios tenho 50 anos viajando nunca vi tão ruin assin tirei minha CNH dia02/02/1962

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