Centro-Oeste terá sua própria feira de transporte

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O anúncio foi feito pelo presidente da NTC&Logística. Goiânia deve ser escolhida para sediar a primeira edição, em 2014

Nelson Bortolin

Uma feira bienal de negócios em transporte específica para o Centro-Oeste do País foi a novidade anunciada pelo presidente da NTC&Logística, Flávio Benatti, na cerimônia de abertura da 19ª Fenatran, realizada no final de outubro em São Paulo. A primeira edição da feira será no ano que vem, provavelmente em Goiânia.

“O crescimento do Centro-Oeste tem sido notável nos últimos anos. A pujança da economia da região criou a necessidade de um evento específico”, justifica Benatti. De acordo com ele, o evento já conta com a parceria da Reed Exhibitions Alcântara Machado, promotora da Fenatran. E a associação das montadoras (Anfavea) também deve apoiar o projeto.

“Nossa intenção é fazer uma grande feira a cada dois anos, em diferentes cidades. Estamos pensando em Goiânia para a primeira, mas depois deveremos procurar outras cidades da região”, explica.

Questionado se será uma feira voltada ao agronegócio, ele responde: “Logicamente o agronegócio na região se sobressai, mas no Centro-Oeste temos a presença forte de outros segmentos. Tanto que Anápolis (GO) é o maior polo logístico do País”, declara.

VENDAS – Com os corredores cheios e recorde de público, com mais de 61 mil visitantes de todo o País, o clima foi de comemoração de resultados para a grande maioria dos 370 expositores da Fenatran, sobretudo entre as montadoras, que alavancaram muitos negócios durante a feira.

Nem a suspensão dos financiamentos via Finame PSI pelo BNDES, em plena semana da feira, mudou o clima. O banco tomou essa atitude provavelmente por causa do grande volume de negócios motivados pela própria feira, em razão das atuais taxas de juros mais que subsidiadas.

O diretor do BNDES, Maurício Neves, presente à Fenatran, disse a respeito do Finame PSI: “Essa linha de financiamento vai continuar, mas precisa ser equalizada”. Isso pode significar não apenas aumento das taxas, que hoje se situam ao redor dos 4% ao ano, como também aumento no percentual de entrada. Até o fechamento desta edição, no final de novembro, nada de oficial havia sido anunciado, apenas que os pedidos de financiamento para as atuais condições tinham que ser protocolados no BNDES até o dia 13 de dezembro.

Para o presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, a taxa do Finame, sozinha, não estimula a venda de caminhões: “É importante saber que o PSI vai continuar, mas é preciso também que a economia esteja aquecida e exista demanda”, avaliou.

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