Sakamoto tem tradição como ponto de parada de caminhões

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DAF - Motorista

Um dos postos que já pediram para ser credenciados como PPD foi o Sakamoto. Bem antes da lei 12.619, ele já prestava esse serviço aos transportadores. Localizado em Guarulhos, o posto atende uma clientela específica, que não pode cruzar São Paulo no período de restrição da Marginal Tietê, das 17 às 21 horas. O grande número de roubos na região também ajuda o Sakamoto a conquistar clientes.
O responsável pela unidade, Reginaldo Nascimento França, conta que o estacionamento, com 600 vagas, é uma empresa à parte. “O estacionamento não depende do posto para nada. Temos 40 empregados. Este é um negócio lucrativo”, declara. O estacionamento tem cancela e o veículo é filmado toda vez que entra no pátio. “Temos vigias em três turnos, sete por turno.”
O banho, de oito minutos, é cobrado à parte para os homens: R$ 5. “Nossa despesa com água e energia é muito grande, temos que cobrar para garantir o bom atendimento.” Existe ainda uma área de lazer, montada em parceria com a Repom, com TV, salão de jogos e computadores.

Entrada do pátio do Sakamoto: um negócio lucrativo

Entrada do pátio do Sakamoto: um negócio lucrativo

A segurança é rigorosa. “Oferecemos crachá para o motorista e o acompanhante. Só é permitida a entrada de quem está com veículo aqui dentro”, destaca.
Para usufruir de toda a estrutura, o transportador paga R$ 1,10 por eixo por hora. A partir da sétima hora, esse valor cai para R$ 0,45. Uma carreta de seis eixos vai desembolsar R$ 45 por oito horas.
O Posto Gugu, de Barueri (SP), por enquanto não vê o estacionamento como oportunidade de negócio. Segundo o gerente Carlos Alberto de Lima Estevo, a cobrança ali é somente para quem não é cliente. São R$ 5 na primeira hora e R$ 2,90 nas demais. O banho de seis minutos custa R$ 8. Quem abastece no posto não paga nada. “O estacionamento é mais uma atividade de apoio, para cativar o cliente”, afirma.
No local, segundo ele, há controle de acesso e segurança, mas o pátio não é cercado. A capacidade é para 200 caminhões. “Normalmente, os motoristas chegam às 21 horas e ficam até as 5.”
O estabelecimento também já pediu para ser reconhecido como PPD. Estevo acredita que, com isso, o posto ficará “mais conhecido”. Ele não sabia que, pelas regras do governo, se cobrar, o pátio precisa ser cercado. “Vamos ter de analisar isso.”
O Cargo Shop, que fica no contorno Sul de Curitiba, tem uma proposta um pouco diferente. Ali, os caminhoneiros também vão em busca de cargas. Segundo o gerente Ricardo Steenbock, dentro do estacionamento há 70 transportadoras. “O maior movimento é de manhã: o pessoal chega procurando carga.”
Com capacidade para 600 caminhões, o Cargo Shop tem 32 boxes para banho, restaurante e loja de conveniência. O pernoite, para uma carreta de três eixos, custa R$ 20, e para o bitrem, R$ 23. O banho já está incluído. “Depois da lei do caminhoneiro, nosso faturamento aumentou 20%.”

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