Scania espera crescer entre 10% e 15% neste ano

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Confraternização na P.B. Lopes de Maringá reuniu diretores da montadora que comemora 60 anos com série especial do 113

A Scania espera crescer neste ano entre 10% e 15%. Foi o que contaram os diretores da montadora dia 15 de março, durante o tradicional jantar em Maringá com um de seus principais clientes, o G10 – maior grupo graneleiro do País. A confraternização, que é realizada todos os anos, é uma promoção da montadora, do Consórcio Scania e da concessionária P.B.Lopes.

A Scania está completando 60 anos de presença no mercado brasileiro e acaba de lançar uma série especial comemorativa do lendário 113 com faixa rosa (foto). São apenas 60 unidades disponíveis para venda aos transportadores tradicionais da marca.

“Embora o mercado como um todo tenha retraído neste início de ano, para a Scania, os meses de janeiro e fevereiro foram bons. Começamos o ano com o pé direito. A gente acredita que no segundo trimestre vai melhorar mais ainda”, afirmou Roberto Barral, diretor-geral da Scania. Ele garante que a marca vem conquistando espaço desde o segundo semestre do ano passado, saindo de uma participação de mercado de 12% para os atuais 16,2%.

Segundo Barral, o bom desempenho da marca, que completa 60 anos no Brasil, se deve a uma estratégia de maior aproximação com os clientes pequenos e médios, uma vez que as grandes compras de 2012 e 2013 não se repetiram nos anos seguintes. Embora os grandes clientes ainda não tenham voltado a comprar, a Scania já percebe boas sinalizações desde o final de 2016. “Voltaram a fazer contatos. Principalmente em determinados segmentos como o do agronegócio, de bebidas, de produtos químicos”, exemplifica.

Barral destaca que o lançamento dos serviços conectados pela marca, no ano passado, vem ajudando os clientes a controlarem custos neste momento difícil pelo qual passa a economia. “Ajudam o cliente a conhecer melhor a operação e a tornar o negócio mais rentável.”

Roberto Barral da Scania, Claudio Adamuccio do G10, Nilton Teodoro e Haroldo Martinello da P. B. Lopes, Victor Carvalho da Scania e Henrique Gomes da P. B. Lopes. Á frente, o fundador da empresa, Pedro Barbosa Lopes

Um dos maiores clientes da marca sueca no Brasil, o presidente do G10, Cláudio Adamuccio confirma. Segundo ele, com os serviços conectados, o transportador tem condições de deixar de lado o “achismo” e conhecer a “realidade” da performance de sua frota. “O fato de estarem conectados, evita que o caminhão tenha paradas não planejadas. Esse serviço permite que eu programe melhor a manutenção e dá mais produtividade ao caminhão.”

O empresário também está otimista em relação a 2017. Para ele, o fundo do poço chegou e a recuperação da economia começa a partir do segundo trimestre. A queda dos juros e a safra recorde que está sendo colhida dão ânimo ao setor.

Por um lado, ele diz que os fretes podem melhorar, uma vez que, devido à quebra da safra anterior, que teria deixado 13 mil caminhões sem carga, muita gente deixou a atividade de transporte de grãos. Por outro, Adamuccio cita alguns fatores que, na visão dele, não permitirão que os valores de frete voltem a patamares muito altos. Um deles é a organização dos portos que tem evitado filas de veículos. “Os caminhões hoje não servem mais de cilos. Eles ficam parados na origem, esperando para serem carregados.” Com muitos caminhões vazios, os preços de frete são pressionados para baixo.

Um outro fator, na opinião do empresário, é que os agricultores construíram muitos cilos em suas propriedades, o que permite a eles venderem os grãos de forma mais cadenciada durante o ano. E, por último, Adamuccio cita a organização das tradings. “Elas se reúnem através das associações. Discutem a demanda de cada uma. São no máximo uma centena. E as transportadoras são cerca de 120 mil no País”, declara. Essa discrepância deixa os transportadores com pouco poder de barganha.

O empresário conta que atualmente um frete entre Sinop e Santos custa R$ 290 a tonelada. Há três anos, eram R$ 340 a tonelada. “O frete nunca mais vai voltar a explodir. Daqui para frente, vamos trabalhar com menos volatilidade”, acredita.

HOMENAGENS
Durante o evento, também foram homenageados dois colaboradores da P.B. Lopes de Maringá: Haroldo Martinello e Nilton Teodoro. Eles conquistaram os títulos de melhor vendedor e melhor gerente, respectivamente, da rede Scania de todo o País. A reportagem perguntou a que atribuem o fato de terem conquistado esses títulos: “Trabalho, dedicação e transparência são as três palavras fundamentais”, respondeu Martinello. “Transparência, honestidade e humildade. Quando a empresa tem princípios como esses e você leva para o mercado você tem sucesso”, disse Teodoro.

Membro do G10, a Cordiolli Transportes também foi homenageada com uma placa pelos seus 40 anos de atividades. A empresa foi fundada por Laurindo Cordiolli que acaba de completar 80 anos de vida.

Também presente no evento, a diretora geral do Consórcio Scania, Suzana Soncin, ressaltou os 35 anos da empresa no Brasil e a importância dela para os negócios da marca. E informou que cerca de 55 mil pessoas já viajaram pelo mundo nas tradicionais excursões que o consórcio promove para seus clientes. “Teremos novidade no segundo semestre tanto em destinos nacionais como internacionais.”

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