Editorial: Política e economia

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Existe uma coincidência que une as palavras política e economia. Não chega a ser surpreendente, mas é esta: ambas as palavras vêm do grego, da língua grega. Surgiram muito tempo antes de Cristo, quando os gregos estavam fazendo, digamos assim, a invenção da civilização ocidental – a civilização em que vivemos hoje.

Política e economia também se aproximam muito na definição. O que é política? Disseram os gregos e esse conceito permanece válido até hoje: a arte ou ciência da organização, direção e administração das nações. E o que é economia? Costume ou lei que se utiliza para fazer a administração dos recursos de uma casa.

As nações e a casa… Pensando bem, o que é uma na- ção senão uma grande casa, a nossa grande casa, que abriga dentro de si inúmeras casas, as casas de cada um de nós? Vejam como política e economia têm intimidade: ambas dizem respeito à administração da casa.

Por isso é muito raro acontecer de a economia ir bem se a política de uma nação vai mal. Ou vice-versa. Essas coisas costumam andar juntas. Há mais de dois mil anos…

Daí o alerta: o ano que vem será de eleições para presidente, governador, senadores e deputados federais e estaduais no Brasil. Se existe uma coisa que vai mal na vida nacional é a política. Muito pior que a economia, podemos dizer. Virou caso de polícia.

Acreditar na melhoria da economia é muito bom, injeta otimismo, mas estamos todos dependentes de melhorias na política. Arrumar a nossa casa – isso é que é preciso que cada um faça. Organizar a economia, que parece doméstica, e a política, que parece distante, “nacional”. Não existe boa hora para começar. É só começar. 

 

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