Deputado defende 6×2 no bitrem e diz que técnicos são “radicais”

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Daf - 90 anos

Nelson Marquezelli minimiza insegurança e dano ao pavimento

Nelson Bortolin

“Os técnicos são radicais, não têm vivência no setor e, se depender deles, não se acopla nem reboque no caminhão.” É assim que o deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP) justifica o fato de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) não ter sido ouvido na elaboração do substitutivo ao projeto de lei 4.860/2016, mais conhecido como Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Carga, relatado por ele.

O texto, aprovado no ano passado pela Câmara, e que agora será apreciado pelo Senado, traz pelo menos duas mudanças criticadas por engenheiros ligados ao setor. Uma delas é permissão (como antigamente) de os bitrens serem tracionados por cavalos 6×2. Hoje, é preciso tração 6×4 para esses implementos.

Outra mudança bastante criticada (Clique aqui e leia mais) é a liberação para o transporte de carga geral de todo tipo de Combinação de Veículos de Carga (CVC), mediante Autorização Especial de Trânsito (AET). Atualmente, só são permitidas configurações não regulamentadas pelo Contran no transporte de carga indivisível.

Ambas as mudanças, segundo o deputado relator, foram incluídas no projeto devido a reivindicações de caminhoneiros e empresas de transporte.

Do ponto de vista do transportador, as mudanças são positivas porque permitem levar mais carga com investimentos menores em veículos. Mas, tecnicamente, não são “aconselháveis”, segundo o diretor técnico executivo da NTC&Logistica e integrante da Câmara Temática de Assuntos Veiculares do Contran, Neuto Gonçalves dos Reis, um dos maiores especialistas em transportes do País. “O 6×4 é muito mais seguro e muito menos danoso ao pavimento. Ele evita patinação e distribui melhor a carga nos eixos. O 6×2 (tracionando bitrens) abre trilhas no asfalto, o que faz acumular água, ou seja, reduz a vida do pavimento e aumenta risco de acidentes”, alega.

Para Reis, as duas mudanças “entraram de contrabando” no projeto de lei que trata do marco regulatório do setor. “Não eram para estar ali. São problemas de segurança que estão relacionados com a legislação do Contran”, afirma.

Segundo o deputado Marquezelli, o marco regulatório deve ser votado no Senado até o fim do ano.

 

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3 Comentários

  1. Esse sujeito,pra não dizer outra coisa, deveria se preocupar em baixar os impostos de diesel e assim contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos caminhoneiros via melhor resultado financeiro.
    Como pode um gaga desse dar palpite numa coisa que não conhece e nem nunca andou em um? Somente nessa terra de loucos que isso acontece. Mas a culpa não é dele e sim do montão de desavisados que faz o jogo da elite pensando que está votando em quem o defenderá!

  2. A Resolução estabelece que a partir de janeiro de 2011 se formos engatar um cavalo novo num Bitrem terá de ser 6×4 . Mas pode ser 6×2 se for anterior a esta data , ou seja os Bitrens tanque feitos até dez/2010 estão condenados a serem eternamente tracionados por cavalos velhos , não pode-se engatar uma novo Euro V , pois devido ao maior peso do 6×4 dará excesso de peso . Os Bitrens tanque de aço inox e carbono , que duram 30 anos e foram projetados pelas montadoras para serem tracionados por 6×2 estão condenados . Acredito que tinha de ser preservado o direito destes Bitrens fabricados anteriormente a esta resolução poderem ser tracionados por 6x 2 até seu sucateamento independente do ano do cavalo . Um 6×4 pesa no mínimo 500 kg a mais que um 6×2 e carga líquida é indivisível .

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