Restrição ao tráfego de veículos pesados é decidida sem embasamento técnico

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Daf - 90 anos

Estudo da CNT em sete regiões metropolitanas mostra excesso de normas e falta de integração entres os municípios

Fonte: CNT

Estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que em sete regiões metropolitanas brasileiras nas quais foram implantadas restrições para a circulação de caminhões, essas restrições foram decididas pelas prefeituras sem dialogar com os setores envolvidos e sem integrar as regras com as normas de transporte dos demais municípios da região. Além disso, muitos municípios criam legislações para o transporte de cargas, mas não as divulgam ou não colocam as regras em prática.

O levantamento “Logística Urbana: Restrições aos Caminhões?”, no qual são analisadas as condições do transporte de carga em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Recife e Manaus, apontou carência de dados e estudos para embasar políticas públicas de transporte de cargas em áreas urbanas. Esse problema, segundo a CNT, está associado a uma ideia simplista de que a mera proibição ao trânsito de caminhões em determinadas zonas e vias resolve os problemas de congestionamentos e poluição.

A entidade também constatou grande variação de regras de restrição ao transporte de carga dentro de um mesmo município ou em relação aos outros municípios que integram a região metropolitana. “As regras mudam de um bairro para o outro, de um município para o outro, dificultando o planejamento do transporte de cargas”, diz o estudo.

Proibições de trânsito em dias e horários determinados obrigam os caminhões de carga a circular nas chamadas “janelas horárias”. “Esse modelo de restrição dificulta o planejamento das entregas por razões, como congestionamentos e condições de recebimento de cargas. O comércio, em especial os supermercados e shoppings, adota critérios próprios de recebimento de carga que, muitas vezes, não são compatíveis ou entram em conflito com as restrições determinadas pelo poder público. “

Clique aqui para baixar o estudo.

Daf - 90 anos
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1 comentário

  1. Eu considero isso uma grande confusão que causam a nós profissionais! Bom seria se todos tomassem a decisão de não entrar nesses locais com restrição, ai queria ver como fariam para abastecer as cidades!
    Dizer que caminhão causa congestionamento não é correto, pois são mínimos em relação a demais veículos que circulam e a nós é imposta regras absurdas.
    Apoio e sei que é necessário restringir em locais onde acidentes é constantes, mas generalizar ai não é correto. O caminhoneiro é tido como o maior causador de problemas e chega a té ser considerado criminoso, só que esquecem que somos nós os responsáveis por entregar produtos a tempo e a hora para o consumo nas cidades! Que bom seria se todos soubessem que somos profissionais e essas restrições consomem grande parte do nosso tempo em esperas, pois não é possível prever o recebimento da carga, a viagem e o descarregamento como se fosse um “reloginho” programado. Na estrada tem congestionamento, acidentes, pneu furado, parada para refeições e necessidades fisiológicas e por ai vai!Sendo assim a corda só arrebenta para o lado mais fraco que deveria ser o mais forte! Mas como somos quase todos individualistas, vamos girando a roda e sofrendo as consequências!

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