ENTRE NÓS: Ditadura nunca mais!

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Scania - NTG LD

A greve dos caminhoneiros, de 21 a 31 de maio, foi vitoriosa e é o tema principal desta edição. Como era de se esperar, muita gente tentou tirar proveito político do movimento, divulgando ideias estranhas a ele. A defesa da volta da ditadura militar, feita em vários pontos de bloqueio de rodovias, foi uma dessas ideias.

A ditadura não é e nunca foi solução para nada. Para começar, se vivêssemos sob o regime militar, as Forças Armadas teriam colocado seus tanques para desobstruir as estradas no primeiro dia de paralisação. Os caminhoneiros teriam apanhado caso resistissem.

Não dá para aceitar uma forma de governo que deixou centenas de mortos e torturou milhares de pessoas no Brasil. Mais de 30 anos após o fim da ditadura, há filhos sem notícias de seus pais, que nunca mais foram vistos.

Além disso, é mentira que o País evoluiu quando os militares estavam no comando. Houve melhora em alguns índices econômicos e sociais. Mas, de forma geral, a vida do povo piorou. É só checar os dados nos institutos de pesquisa. Se o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu no período do “Milagre Econômico”, a renda ficou mais concentrada. O índice de Gini do Brasil foi de 0,50, em 1960, para 0,62, em 1977 – o pior nível da história. Quanto mais alto o índice, mais desigual é o país. Ou seja, os pobres ficaram mais pobres e os ricos mais ricos. Somente agora é que esse índice voltou para próximo de 0,50.

A dívida externa brasileira explodiu durante a ditadura, passando de US$ 3,4 bilhões em 1964 para US$ 91 bilhões em 1984. E a inflação, que desorganizou a economia brasileira até os anos 1990, piorou muito no período. Foi de 92% ao ano, no início, para 242% ao ano, no final da ditadura. Hoje, está abaixo de 3%.

Os generais mataram, prenderam, torturaram, tiraram o direito de livre expressão e ainda pioraram a vida dos brasileiros.

Ditadura nunca mais!

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