Conceito diesel não terá mesmo ímpeto na IAA deste  ano

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Scania - Serviço Premiado - 25-04-18

 O mundo do Transporte Rodoviário de Carga prepara-se para conhecer a linha dominante no capítulo da mobilidade a ser proposta na 67ª IAA

 Luciano Alves Pereira

Considerada a maior mostra do planeta no que tange os meios e fins do TRC, a IAA (Internationale Automobil Austellung) adotou nesta edição o slogan Driving Tomorrow, que pode ser traduzido, de forma livre, como o amanhã da força de tração. Bernhard Mattes fala pelos organizadores do evento já que é o presidente da VDA (associação alemã da indústria automotiva). “A IAA é a condutora do diálogo e da inovação relativos às propostas globais da indústria de veículos comerciais. No seu dizer, a feira “está sentindo claramente os novos rumos dos bons ventos”.

Referindo-se a 2018, ele afirmou que “o mercado de veículos comerciais está crescendo na Alemanha, Europa e EUA, incluindo Rússia e Brasil, contemplados por forte crescimento, depois de anos de crises”. Ele destaca ainda que “os fabricantes de veículos comerciais estão no miolo de uma clara transformação”. Sua percepção é de que “a íntima ligação entre várias classes de veículos ˗ caminhões pesados, vans e ônibus ˗ comprova que as mudanças em todos os setores estão em vigorosa efervescência”.

Por seu turno, a IAA deste ano pega o embalo da plataforma internacional da mobilidade e “torna-se mais digital, ofensiva e inovativa”. Para Mattes, o evento focará nas inovações de tração.  Ônibus e vans seguem a clara tendência para a propulsão elétrica, em paralelo com as de gás natural e motores híbridos.

Felizmente, o presidente da VDA não descartou de vez a hoje condenada força propulsiva do diesel. “Esta também tem futuro”, diz, “especialmente na navegação de longo curso, serviço ferroviário e caminhões pesados”.

Arrematando, Mattes incluiu, como evolução alternativa, “os ganhos em aerodinâmica, otimização da resistência ao rolamento dos pneus e modernos sistemas de assistência” e aqui fecha a lista. Não se esqueceu de mencionar que as emissões de CO² por tonelada.quilômetro vêm caindo “há muitos anos e, nessa corrida, o ônibus, sem dúvida, é o campeão absoluto”.

A Revista Carga Pesada participará da cobertura da 67ª IAA

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Scania - Serviço Premiado - 25-04-18
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1 comentário

  1. Fala-se tanto de energia limpa, mas essa energia limpa não existe.
    Veículos movido a etanol polui muito também, é preciso verificar de onde está vindo a energia, pois a produção do etanol, o plantio da cana e a industrialização em si geram muitos poluentes.
    Só a queima do etanos no carro é que polui menos, e esquecemos toda a cadeia de produção.
    Vinhoto é muito prejudicial e o meio ambiente, e o lançamento de particulados na atmosfera ninguém comenta.
    O veiculo movido a energia elétrica também tem seu custo ambiental alto, pois grande parte da energia elétrica é produzida por hidroelétrica e um pouco por termoelétrica e mesmo assim as hidroelétricas também provocam danos a natureza.
    Se todos os veículos fossem movidos a etanol, ou a energia elétrica, certamente não haveria eletricidade para todos e seria preciso ligar mais e mais termoelétricas que causaria tanta poluição como os veículos movidos a combustíveis fósseis, haja vista que termoelétricas são movidas a Diesel.

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