Volvo FH: um caminhão à frente do seu tempo

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Exatamente há 25 anos chegava ao País o Volvo FH, um divisor de águas no mercado brasileiro de caminhões

A edição comemorativa é vermelha perolizada, um tributo à cor original do Globetrotter, que quer dizer viajante do mundo

Ele chegou há exatos 25 anos, no final de 1993, com cabine avançada quando 90% dos caminhões brasileiros eram bicudos. Motorização eletrônica, freios ABS, computador de bordo e caixa automatizada foram outras tecnologias introduzidas no mercado brasileiro pelo FH e que o transformaram num verdadeiro ícone das estradas.

Desde seu lançamento, um milhão de unidades já foram produzidas no mundo, das quais pelo menos 130 mil estão rodando na América do Sul. Uma série comemorativa, limitada a 50 unidades, já foi vendida para os primeiros clientes que adquiriram o modelo quando da sua chegada ao Brasil, ainda importado da Suécia.

A boa aceitação no Brasil se confirmou ao longo do ano de 1994, a partir da Volvo de Curitiba. Foram importados lotes do FH 12 380 Globetrotter, que quer dizer viajante do mundo. A iniciativa, arrojada para a época, quebrou um jejum de 40 anos sem ‘estrangeiros’ no mercado brasileiro, desde 1950. Na década, Ford, Mercedes, Scania, International e GM iniciaram produção local.

A segurança, ponto central no Volvo FH, está evidenciada nos detalhes alaranjados da série comemorativa

A chegada do FH foi definitiva para a padronização da cabine frontal nas nossas estradas. Já no primeiro trimestre do ano de 1994 foram vendidas 140 unidades, apesar de comentários como “não temos estradas para rodar com um caminhão de primeiro mundo” e “o motorista do FH tem de ser formado em curso superior”. As ‘previsões furadas’ constam do Teste Prático da edição 195 da Revista Veículo (descontinuada), publicado em maio de 1994.

Seu motor de 12,1 litros já adotava o cabeçote único com quatro válvulas por cilindro e, na mesma peça, um inovador freio-motor por descompressão, desde então muito apreciado pelos estradeiros. Leva o nome de VEB (Volvo Engine Brake). Sua potência máxima iguala a 380 cv, nas rotações de 1.700 a 1.800/min, enquanto o torque máximo se nivela em 1.700 Nm, na faixa entre 1.100 e 1.300 rpm. O câmbio era o SR1700, de 14 marchas, sendo duas extrarreduzidas.

Larissa,Henry, Jane e Lucas: família unida nos negócios da TransHenry

CLIENTE – O empresário paranaense Waldemar Maier, fã da marca, foi um dos primeiros clientes a adquirirem o FH. Seu filho Henry, na época com 26 anos, fez a viagem inaugural com o caminhão. Ele esteve presente no evento dos 25 anos do FH, quando dirigiu e comparou o modelo original com a série especial comemorativa.

Sua empresa, a TransHenry, com sede em Anápolis (GO), tem uma frota de 42 caminhões, a maioria Volvo, e atua no transporte de bebidas. Henry é daqueles empresários que gostam de assumir a boleia sempre que pode. “Na primeira viagem, já percebi que era muito confortável de dirigir: macio, motor eletrônico. Este aqui já é melhor ainda, automático, é um caminhão conectado. A Volvo está sempre preocupada com o motorista, oferecendo conforto, segurança e inovações a cada lançamento.”

(Com a colaboração de Luciano Alves Pereira – Editor da Revista Veículo)

 

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