Parceria entre Brasil e Argentina segue prioridade para a Iveco

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ZF Tecnologias

Marca liderou mercado argentino em 2018 com 26% de participação

Independentemente da prioridade que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) dará ao Mercosul e da crise econômica que assola a Argentina, a Iveco aposta na parceria estratégica entre o Brasil e o país vizinho. “É impossível olhar para frente sem levar em conta a importância que a Argentina tem para nossa pauta de importação e exportação. Nós só temos a ganhar com essa parceria. Particularmente, no caso da Iveco, ela é emblemática. Temos fábrica lá e aqui e um intercâmbio de peças e tudo que se possa imaginar”, afirma Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América do Sul.

Marco Borba

O ano passado foi especial para a marca na Argentina. A montadora aumentou o market share na categoria de caminhões com mais de 16 toneladas, mantendo a liderança pelo nono ano consecutivo. A Iveco, que em 2019 comemora 50 anos de produção ininterrupta no país, cresceu 1,2% em 2018 de acordo com a Associação de Concessionários Automotores da Argentina (Acara), e terminou o ano concentrando 26% do mercado total.

Borba ressalta que a CNH Industrial, dona da marca Iveco, expandiu também suas atividades de produção de motores e de máquinas agrícolas no país vizinho. “Temos um parque industrial na Argentina muito mais robusto que há cinco anos. Para nós é um mercado importante. Espero que continue sendo assim nos próximos anos, independentemente do que um ministro ou outro possa ter falado”, diz o vice-presidente ao ser questionado pela Carga Pesada a respeito da declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a Argentina e Mercosul não são prioridade para o governo.

Borba reconhece que o mercado de caminhões no país vizinho deva encolher neste ano devido a uma “série de situações macroeconômicas”, mas afirma que a queda será compensada pela expansão do mercado brasileiro, inclusive com novos lançamentos na linha de 9 a 11 toneladas que colocarão a Iveco em segmentos onde ainda não atua: “A gente percebe alguns altos e baixos no mercado argentino, mas ele está longe de ter uma crise parecida com a que tivemos no Brasil.”

De acordo com o vice-presidente da Iveco, não há muitas diferenças entre os caminhões que circulam no Brasil e no país vizinho. “Na linha dos leves, os modelos que a gente vende no Brasil são praticamente os mesmos que a gente vende lá. Quando a gente pega um mercado um pouco mais pesado, como a linha do Tector, são necessários pequenos ajustes”, conta. Já na linha pesada, enquanto aqui predominam os 6×4 e 6×2, na Argentina, a predominância é dos 4×2, devido à legislação. “Mas também não é nada que exija grandes alterações”, alega.

Questionado sobre a aceitação dos pesados Iveco Hi Road, último lançamento da marca, ele diz que as expectativas são “muito positivas”. “Diria que a produção e as vendas estão correndo em linha com o que foi planejado”, resume. Sobre a expansão da rede de concessionárias Borba comenta: “Tivemos novidades no ano passado e vamos ter novas inaugurações em breve”.

 

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