Scania anuncia novos investimentos

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São mais R$ 1,4 bilhão a serem aplicados no período de 2021 a 2024

Depois de R$ 2,6 bilhões anunciados em 2016 para serem aplicados até 2020 no Brasil, a Scania decidiu investir mais R$ 1,4 bilhão no País, no período de de 2021 a 2024. Os novos recursos serão direcionados a modernização da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). A montadora diz que seu ritmo de investimentos é de R$ 100 milhões por ano. Mas, para atender às novas tendências do transporte no mundo, foi preciso elevar esse patamar.

Estamos há 62 anos no Brasil sempre acreditando na visão de longo prazo e potencial do País e esse aporte reforça nossa jornada em direção ao transporte sustentável.”, diz Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America. De acordo com ele, a montadora trabalha atualmente com foco nos combustíveis alternativos, especificamente veículos movidos a gás. “A produção de caminhões a gás em nossa planta, planejada para 2020, exemplifica o que reconhecemos como um investimento sustentável, ou seja, bom para os negócios e sociedade, e ao mesmo tempo de menor impacto para o meio ambiente”, completa.

Em entrevista à Carga Pesada durante a Agrishow, realizada no início do mês em Ribeirão Preto (SP), o diretor comercial da Scania, Sílvio Munhoz, explicou que o agronegócio despertou para a riqueza que está jogando fora, referindo-se aos resíduos da produção. “Eles sabem que podem fazer uma revolução usando sua própria matéria-prima para gerar combustível sustentável.”

Por isso, na opinião dele, é inevitável que os caminhões adotem alternativas como o gás para atender o setor. “Logo vamos ter muitos caminhões a gás circulando no País e temos sorte de ser os primeiros a oferecer essa solução já pronta”, declara. Ele garante que o caminhão a gás da Scania tem potência e performances semelhantes às dos veículos a diesel.

Durante a feira, a Scania apresentou o caminhão de 410 cavalos usado pela Transportadora Morada do Sul a serviço da Citrosuco, empresa que produz suco de laranja. “Estão confirmando os parâmetros para decisão de investimento na produção de biogás para abastecimento da sua frota.” De acordo com ele, além de confirmar a robustez e confiabilidade técnica, a empresa atesta a viabilidade econômica.

O diretor salienta que nenhuma empresa vai trocar um combustível tradicional como o diesel por um outro sem ter vantagem econômica. “Nosso caminhão apresenta essa vantagem. Rodando com GNV ou biogás, a vantagem é suficiente e justifica a mudança da tecnologia.”

INVESTIMENTOS

Com os objetivos de ampliar e concentrar as instalações destinadas às equipes de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e melhorar sua logística fabril, a Scania prevê investir R$ 75 milhões em alterações no Plano Diretor da unidade de produção. “As duas iniciativas deixam claro o quão estratégica é nossa operação no Brasil”, destaca Podgorski.

Hoje a fábrica em São Bernardo do Campo abriga um departamento de P&D com 250 engenheiros atuando em paralelo com a matriz na Suécia. “Essa sinergia é fundamental para a qualidade que levamos aos nossos clientes. Atualmente, por exemplo, somos os responsáveis globais pelos testes de validação de veículos em condições severas. Um claro reconhecimento da importância de estar presente na América Latina com esta área”, explica Podgorski. “Teremos um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento e entre outras atividades. nosso time de P&D está 100% focado na jornada de implementação de combustíveis alternativos na região, especificamente gás natural e biogás”, completa.

Segundo o executivo, a atualização das instalações prediais, bem como dos equipamentos são fundamentais para que a empresa se mantenha competitiva. “Os investimentos que fazemos na operação industrial brasileira são de extrema importância para a modernização do nosso parque industrial, único a montar um caminhão de ‘para-choque a para-choque’ fora da Europa, o que nos garante assegurar aos clientes que um Scania é um Scania em qualquer lugar do mundo”, comenta Christopher.

O projeto de mudanças nas instalações será executado em etapas, sendo a primeira delas a melhoria dos fluxos de transporte internos. “Estamos em um processo acelerado de automação nos processos de logística e isso exige que desafiemos as condições atuais, buscando melhorias que tragam resultados tangíveis. Melhor aproveitamento do tempo e espaço, apenas para citar alguns”, diz.

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