Ministro diz que serão concedidos mais 16 mil km de estradas

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Praticamente toda a malha viária do Rio de Janeiro será privatizada

Agência Brasil

O governo federal pretende transferir 16 mil quilômetros (km) de rodovias para a iniciativa privada por meio de concessões, disse na segunda-feira (24) o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Em um encontro com empresários no Rio de Janeiro, ele afirmou que praticamente toda a malha viária do estado deve ser concedida à iniciativa privada, incluindo o Arco Metropolitano e a Rodovia Rio-Santos.

Freitas afirmou que a nova concessão da Rio-Teresópolis será feita incluindo o Arco Metropolitano, e a nova concessão da Rio-Juiz de Fora (BR-040) vai contemplar as obras na subida da serra, em Petrópolis.

O ministro também adiantou que a licitação da Dutra (BR-116) vai incluir obras da nova descida da Serra das Araras como investimento obrigatório. O leilão da BR-116 está previsto para o ano que vem, e o vencedor vai operar a partir de 2021.

“Na nova licitação da Nova Dutra, a gente vai pegar o trecho que vai do Rio para Ubatuba, ou seja, vamos pegar a Rio-Santos e incorporar a [BR] 101, em São Paulo, nessa concessão da Nova Dutra. Vamos ter a malha do Rio de Janeiro praticamente toda concedida, toda nas mãos da iniciativa privada”, disse ele, que afirmou que também está em estudo uma forma de cobrar o pedágio por quilômetro rodado na Dutra, para adicionar na base de pagamento os usuários da rodovia que trafegam entre as praças de pedágio. “Aumentando a base de pagamento consigo trazer muito investimento para a rodovia e trabalhar até com tarifas menores”.

O ministro citou outras rodovias que estão nos planos do governo para concessão: os percursos das BRs 163 e 230, entre Mato-Grosso e Pará, das BRs 381 e 262, entre Minas e Espírito Santo, e das BRs 364 e 365, entre Minas e Goiás.

No setor portuário, além de terminais, o governo pretende privatizar Companhia Docas, e a primeira experiência será com a Docas do Espírito Santo. A empresa foi escolhida por ter menor passivo trabalhista, menos funcionários e menos contratos de arrendamento. “É um bom case para começar essa jornada”, disse o ministro.

Em ferrovias, o governo planeja aproveitar os pagamentos de outorga das concessões para que as empresas concessionárias construam novas ferrovias. A exigência já deve ser incluída na renovação da concessão da Vale nas estradas de ferro dos Carajás e Vitória-Minas.

“A Vale vai construir para o governo a Ferrovia de Integração Centro-Oeste [Mato Grosso a Goiás]. Ela vai pagar a outorga dela fazendo essa construção. No final das contas a ferrovia é nossa, do Estado, que vai licitar e exigir uma nova outorga”, disse o ministro, que acrescentou que a empresa também vai construir o Ramal Cariacica-Ancheita, no Espírito Santo, como parte do pagamento da outorga.

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1 comentário

  1. Esses “senhores” que nunca derramaram uma gota de suor nem bateram um único prego para construir tudo que temos hoje ficam vendendo tudo que construímos com nossos impostos!
    Impressiona mais é que a ganancia de empresários pelos bens públicos nunca acabam, eles não gastam um tostão se quer para fazer nada pelo Brasil e estão ávidos para pegar tudo que deveria ser do povo e passar para eles.
    Mas fazer o que? elegeram essa turma que ai está e agora tudo que temos será entregue de mãos beijadas ao capital que nuca teve compromisso com o social!. Para se ter uma ideia, venderam a linha de dutos da Petrobras por uma ninharia que não cobre nem o que foi gasto com mão de obra para a construção, sem citar projetos, e desapropriação e agora a empresa vai pagar 3,5 bilhões para usar os dutos que eram dela. Absurdo e concentração de renda nas mãos do “poderosos” que sempre dominaram as riquezas da nação, es,o as que nada fizeram para tê-las. Ao povão sobrará no futuro as migalhas caídas da mesa!
    O pior de tudo é que a ficha de quem elegeu esses loucos ainda não caiu e ficam a defender os absurdos que cometem contra a sociedade brasileira. Acorda Brasil!

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