Anfavea espera que governo adie Proconve 8

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Entidade alega que a pandemia paralisou testes da nova tecnologia de motores menos poluentes que começa a vigorar no próximo ano

Nelson Bortolin

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediu ao Ministério do Meio Ambiente o adiamento da fase 8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), que passa a valer para novos modelos de veículos a partir de janeiro de 2022 e para todos os novos veículos em janeiro de 2023. A entidade alega que a pandemia do novo coronavírus obrigou a indústria a paralisar as atividades no ano passado, causando atraso no desenvolvimento das novas tecnologias para reduzir emissões de poluentes e ruído. O governo ainda não se pronunciou sobre o pedido da Anfavea.

“Atividades de engenharia, que requerem ações junto com os produtos, desenvolvimento de protótipos, teste em laboratório e de rodagem foram absolutamente afetadas”, afirmou o diretor técnico da entidade, Henry Joseph Júnior, em entrevista coletiva on line realizada no final do ano.

O vice-presidente da entidade, Marco Saltini, disse que o adiamento do programa não deve comprometer a previsão de redução de poluentes uma vez que a comercialização de novos veículos caiu 31,6% em 2020. E portanto o crescimento da frota em circulação também foi menor que o projetado anteriormente.

A entidade enviou dois ofícios ao governo no ano passado pedindo a discussão de novos prazos para a fase 8. M ainda não apresentou sugestão de tempo para o adiamento.

REDUÇÃO DE POLUENTES

Durante a entrevista, o diretor técnico da associação, Henry Joseph Júnior, citou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesp), mostrando a importância do Proconve. Desde 2006, a Cetesp vem apresentando relatórios anuais a respeito das emissões veiculares no Estado. Daquele ano até 2020, a queda na emissão de Monóxido de Carbono (CO) foi de 55% e, a de materiais particulados, 56%. Já as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) baixaram 31% e as de hidrocarbonetos (NMHC), 51%. Também diminuíram consideravelmente as emissões veiculares de aldeídos (RCHO), – 27%, e a de dióxido de enxofre (SO2), – 81%.

O governo federal não faz o mesmo acompanhamento da Cetesp, mas a Anfavea acredita que a poluição causada pelos veículos caiu em todo o País: “De modo análogo, em maior ou menor escala, o mesmo deve acontecer em outros estados.”

A redução de poluentes torna-se ainda mais significativa quando se compara a frota paulista, que cresceu 67% no período. “São resultados fantásticos.”

 

 

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