Caminhoneiros estão no fim da fila pela vacina

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Trevisa

Governo estima em 77,2 milhões o número de brasileiros que têm prioridade na imunização contra o coronavírus, mas não há prazo para atendê-los

Nelson Bortolin

Os caminhoneiros são o 27º grupo entre os 29 prioritários do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid (PNO), do Ministério da Saúde. São considerados prioritários cerca de 77,2 milhões de brasileiros, ou 36% de toda a população. Como as vacinas que estão sendo usadas atualmente no Brasil – Coronavac e AstraZeneca – requerem duas doses, são necessárias 154,4 milhões de doses para atingir toda a população prioritária.

Antes dos caminhoneiros, estão com lugar reservado na fila, por exemplo, idosos, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência e em situação de rua, professores, policiais e integrantes das Forças Armadas (ver quadro).

Até o dia 29 de abril, 30,1 milhões de pessoas haviam recebido a primeira dose e apenas 14,6 milhões tinham sido vacinadas com as duas doses. Isso significa um total de 45,3 milhões de doses aplicadas. Ou seja, faltam 109,1 milhões de doses para todos os grupos prioritários

Se a ordem dos grupos for mantida, os cerca de 1,2 milhão de caminhoneiros estimados pelo governo estarão no fim dessa fila. E fica difícil saber quando eles serão imunizados, uma vez que a chegada das vacinas segue em ritmo mais lento que o esperado. E que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou a licença para a vacina russa Sputinik.

O cronograma do Ministério da Saúde previa aplicar 8 milhões de doses da Sputinik em abril, 2 milhões em maio, e 7,6 milhões em junho, um total de 17,6 milhões de doses, suficientes para imunizar totalmente 8,8 milhões de brasileiros.

A última previsão do governo é que todos os grupos prioritários sejam vacinados até setembro.
Os brasileiros que têm entre 18 e 59 anos de idade, sem nenhuma comorbidade, e que não exercem profissões tidas como prioritárias para a vacina, nem constam do Plano Nacional de Vacinação.

Questionado pela Revista Carga Pesada se já tem um planejamento de como será feita a vacinação dos caminhoneiros, o Ministério da Saúde disse, por meio de sua assessoria, que “estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas. Conforme a Campanha de Vacinação local avança, estados e municípios podem ampliar a imunização dos grupos prioritários, desde que sigam a ordem prevista no Plano”.

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