Associação reclama de taxa cobrada em terminal no Tocantins

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Caminhoneiros também questionam sistema de tombamento de grãos no Porto de Itaqui

Fazer a rota dos grãos de Tocantins/Maranhão, seja descarregando nos terminas ferroviários ou diretamente no Porto de Itaqui, é um desafio para os caminhoneiros. As estradas, de modo geral, não se encontram tão ruins para o padrão brasileiro. Mas existem gargalos que precisam ser solucionados, como relata o presidente da Associação dos Caminhoneiros Autônomos de Tocantins (Acat), Romualdo Oliveira Campos.

“Temos uma situação no porto seco da VLI (concessionária de ferrovias) em Porto Nacional, que inclusive nós entramos com ação judicial. A empresa cobra R$ 40 para os caminhoneiros ficarem esperando no pátio e não oferece nenhuma estrutura. Ficamos embaixo do sol ou da chuva, não tem cobertura. Não tem banheiro limpo. A limpeza é feita uma vez de manhã e outra à noite. Mas um local onde tem 200, 300 pessoas, tem de ter limpeza constantemente”, reclama.

Ele ressalta que a lei 13.103, no seu artigo 9º, veda a cobrança de taxas dos caminhoneiros em locais de “espera, repouso e descanso”. A ação movida pela Acat ainda não foi julgada.

O líder dos caminhoneiros diz que o posto Valen – área privada destinada à espera de caminhões em São Luís – também cobra. Mas são R$ 25 a diária. “E lá oferecem uma estrutura muito bacana para você ficar. O caminhoneiro tem atendimento de saúde, de lazer, e até cinema”, conta.
No posto Valen, o motorista é avisado pelo celular quando chega a hora de se destinar ao porto, que fica a 10 km de distância.

Em relação ao porto, Campos reclama de uma proibição feita pelos armazéns das tradings. “O processo de tombamento é todo automático e não permitem que o caminhoneiro tire manualmente o resto de grãos que sobra na carreta”, afirma.

Segundo ele, a quantidade de grãos que fica nos cantos do implemento, após o veículo passar pelo tombador, pode chegar a 200 kg e representar um prejuízo estimado em R$ 200, em média. A diferença entre o peso que está na nota e o que foi recolhido pela trading é descontada do caminhoneiro.

Em relação às estradas da rota, o presidente da Acat as avalia como boas. O governo, segundo ele, refez boa parte do pavimento por lá. Mas há um trecho na BR 226, na Terra Indígena Cana Brava, no Maranhão, muito ruim.

RESPOSTA DA VLI E DO PORTO DE ITAQUI:

A reportagem questionou a VLI sobre a cobrança do estacionamento nos terminais. A concessionária enviou nota à Revista Carga Pesada dizendo que não administra “entrepostos”, sendo responsável “apenas pela operação de transbordo das cargas dentro dos terminais” e que, portanto não cobra taxas dos motoristas.
O Porto de Itaqui disse que quem é responsável pelo descarregamento dos produtos é o Terminal de Grãos. Mas a reportagem não conseguiu contato com a unidade.

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