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VIDA NA BOLEIA: Prova de português e matemática

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Transjordano também testa conhecimentos de tecnologia dos candidatos

Na Transjordano, empresa que tem foco no transporte de combustíveis, o candidato a uma vaga terá de fazer prova de matemática e português. “São provas simples”, avisa a diretora administrativo-financeira da empresa, Joyce Bessa. “Hoje trabalhamos com bastante tecnologia, então eles também precisam conhecer um pouquinho sobre isso.”

Homens casados, com mais de 40 anos, com bastante experiência no transporte de combustíveis. Esse é o perfil dos motoristas da empresa, segundo ela.

Joice não divulga valores, mas garante que a remuneração é bem atraente. “Além dos salários, temos premiações nossas e dos clientes.” Ela também alega que a empresa zela pela qualidade de vida dos profissionais. “Damos um tratamento diferenciado.”

Mesmo assim, a transportadora apresenta vagas em aberto que tem dificuldade de preencher. “Falta qualificação”, explica. “Nossa régua é bem alta, os melhores motoristas estão com a gente.”

A Transjordano vem trabalhando para aumentar o número de mulheres na boleia. Mas elas ainda são apenas 2% dos cerca de 500 motoristas. “É pouco, mas ainda é o dobro do setor, segundo a pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes)”, informa.

Infelizmente, de acordo com a empresária, a falta de apoio dos maridos ainda é uma das dificuldades enfrentadas pelas mulheres que querem ingressar na profissão. Também falta um pouco mais de ousadia para elas. “Às vezes a mulher acha que não tem experiência para se candidatar a uma vaga e o homem que tem a mesma experiência que ela se candidata.”

A infraestrutura precária nos pontos de embarque e desembarque são outro empecilho. “Estamos melhorando nesse sentido, mas tem lugar que ainda não tem nem banheiro feminino.”

A maior parte das mulheres que trabalham na Transjordano estão nas operações de transferência. “Elas são apaixonadas pelo que fazem.”

Quem quiser enviar currículo para a Transjordano deve usar o email [email protected]

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