O Atego 2430 e os Volvo da linha VM passam a oferecer o opcional, que significa conforto para o motorista e economia de combustível e manutenção

Na Mercedes, arma para voltar a liderar

Sucesso nos extrapesados de todas as marcas, a caixa automatizada chega agora ao semipesado Atego 2430, da Mercedes-Benz. Lançado na última Fenatran, em outubro passado, o Atego 2430 é visto na Mercedes como uma importante arma para ampliar sua participação no mercado de caminhões semipesados, ainda mais com o diferencial representado pela caixa Power Shift.

Este segmento de negócios não é pequeno: no ano passado foram vendidos 50 mil semipesados no Brasil, 30% do total de caminhões, na maioria veículos 6×2. A liderança no segmento é da Volkswagen – agora MAN Latin America – que fechou 2013 com 33% de participação. A Mercedes-Benz vem a seguir com 27%.

O Atego 2430, “rei dos semipesados”

Mas a Mercedes quer voltar à liderança do mercado brasileiro de caminhões. Para isso, acaba de contratar o principal executivo da concorrente Scania. E também conta com o Atego. “O Atego 2430 é o rei dos semipesados, tem maior valor agregado, mas seu preço é o mesmo do antecessor, o 2429”, informa o presidente da montadora, Phillip Schiemer. “Além disso, temos a mais completa linha de veículos comerciais e a maior rede de concessionários, ou seja, todas as condições de recuperar a liderança.”

Além da caixa automatizada de 12 velocidades, a engenharia aposta em outros diferenciais, como as funções EcoRoll e Power, já disponíveis nos extrapesados. A primeira coloca a transmissão em neutro de forma segura e controlada, sem a intervenção do motorista, no plano ou em descidas, economizando combustível. A segunda permite trocas de marchas em rotações mais elevadas para facilitar ultrapassagens ou vencer aclives íngremes. A cabine tem opcional da cama king size, com meio metro a mais de largura.

A nova suspensão, que tornou a cabine mais confortável

 

O torque de 1.250 Nm entre 1.100 e 1.200 rpm é até 32% superior ao dos caminhões dos concorrentes. “Além disso, a manutenção preventiva será mais em conta”, diz o gerente de marketing de produto da Mercedes, Claudio Gasparetti. “O intervalo de troca de óleo será de 60 mil quilômetros com óleo mineral, enquanto o concorrente tem que fazer a troca em metade do tempo e usa óleo semissintético.”

O Atego 2430 com caixa manual vai custar os mesmos R$ 235 mil do 2429. Com a caixa Power Shift, são R$ 5 mil a mais.

Na Volvo, sucesso, testado e aprovado

Depois de apresentar as versões 8×2 e 8×4 no ano passado, a Volvo acaba de incorporar também à sua linha VM um sucesso de vendas da linha de pesados: a caixa eletrônica I-Shift, que equipa mais de 90% dos caminhões que saem da linha de montagem de Curitiba. Se considerados apenas os modelos rodoviários, este percentual chega a quase 100%.

“O motorista faz em média mil trocas de marcha por dia. A repetição e a fadiga prejudicam a forma de conduzir ao longo da jornada de trabalho, daí o sucesso das caixas automatizadas”, afirma Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo.

São 12 marchas à frente e duas à ré. O motorista pode escolher o modo de condução “econômico”, quando está em velocidade de cruzeiro, ou o modo “potência”, em trechos mais íngremes.

“Os benefícios para o transportador são menor consumo de combustível, mais conforto e menor custo operacional”, destaca o gerente de caminhões VM da Volvo, Francisco Mendonça.

O “cérebro” eletrônico da caixa I-Shift registra as condições da via e o peso bruto total antes de selecionar a marcha adequada de forma suave e silenciosa.

As vendas do VM com caixa I-Shift começaram em março e já somam metade das encomendas. Para os VM equipados com transmissão manual da Eaton, o câmbio I-Shift sairá por R$ 20 mil. Nos VM cuja transmissão manual é da própria Volvo, o I-Shift custa R$ 15 mil. Com isso, o modelo 6×2, de 270 cv, por exemplo, chegará ao mercado na faixa de R$ 240 mil.

O Volvo VM por dentro: ao longo dos últimos 10 anos, várias novidades que até então não existiam nos semipesados

Lançado em 2003, o VM incorporou itens até então inexistentes nos semipesados. Cabine-leito, coluna de direção ajustável e sistema de basculamento hidráulico da cabine são alguns exemplos. Com isso, a participação de mercado saiu de 6,4% em 2009 para 12% no ano passado.

As melhorias continuam: as alavancas de freio, que ficavam no lado direito do banco do motorista, estão agora incorporadas ao painel. O cliente tem a opção do descanso de braço no banco do motorista e pode escolher também a melhor posição do rádio, se na parte superior da cabine ou no painel, que conta com entrada USB para pendrive e conexão auxiliar de áudio para MP3 ou celular.