Neste sábado (25), o Brasil comemora pela 57ª vez o Dia do Motorista, instituído por decreto federal em outubro de 1968. A data foi escolhida por coincidir com o Dia de São Cristóvão, considerado pela tradição católica o padroeiro dos motoristas e dos viajantes.
É hora de homenagear aqueles que levam alimentos, medicamentos, combustíveis e praticamente tudo o que abastece cidades, empresas e indústrias. Em outras palavras, aqueles que carregam o Brasil nas costas.
Por trás de cada entrega há uma rotina de sacrifícios. Longos períodos longe da família, jornadas exaustivas, rodovias precárias, violência nas estradas e falta de locais seguros e adequados para descanso fazem parte do dia a dia de quem vive ao volante. Ainda assim, esses profissionais seguem garantindo que a economia continue funcionando.
Apesar da importância do motorista, seu reconhecimento pela sociedade ainda está longe do ideal. Precisou o governo federal editar uma Medida Provisória, a 1.343, para reforçar direitos já conquistados pelos caminhoneiros autônomos há vários anos, como o Ciot e os pisos mínimos de frete. Por pouco, essa MP não caducou. Foi aprovada pelo Senado aos 45 minutos do segundo tempo, mas sem a garantia do piso salarial nacional de R$ 5 mil para os caminhoneiros empregados.
Neste 25 de julho, a melhor homenagem aos motoristas é reconhecer seu papel indispensável e defender melhores condições de trabalho, infraestrutura, segurança e descanso. Afinal, sem eles, o Brasil simplesmente para.
Parabéns!
