Fundada pelos irmãos Claudio e Valdecir Adamuccio em Mundo Novo (MS), em 1986, a transportadora construiu uma trajetória marcada pelo crescimento, pela participação da família e pela preparação da segunda geração para os próximos 40 anos
Há quatro décadas, dois irmãos caminhoneiros de Mundo Novo (MS) decidiram transformar o conhecimento adquirido na estrada em uma empresa de transporte. Era o ano de 1986. Claudio e Valdecir Adamuccio começaram pequenos, enfrentaram as dificuldades de um setor marcado por mudanças constantes e, dez anos depois, decidiram mudar a sede da empresa para Maringá (PR), onde construíram uma das maiores transportadoras do país.
Filhos de dona Mercedes e seo Alfredo, os irmãos começaram a trabalhar muito cedo. Valdecir tinha apenas 18 anos quando assumiu o volante de uma das carretas da família, enquanto Claudio já dirigia a outra. Foi Claudio quem deixou os estudos de lado, para que o pai, pastor evangélico, pudesse se dedicar mais à igreja.
Hoje, aos 40 anos, a Transpanorama olha para uma história que se confunde com a própria evolução do transporte rodoviário de cargas no Brasil. O negócio cresceu acompanhando as transformações do mercado, ampliando sua atuação e incorporando novas tecnologias, processos e formas de gestão.
A estrada, porém, continua sendo o elemento central dessa história. É por ela que passam as cargas, os negócios e, principalmente, as pessoas que fazem a empresa funcionar. A trajetória da Transpanorama também é marcada por uma característica que ajuda a explicar sua longevidade: a presença da família na construção e na condução do negócio. Claudio e Valdecir permaneceram à frente da empresa durante as quatro décadas, dividindo responsabilidades e decisões. A experiência acumulada pelos dois se tornou parte importante da cultura empresarial. Essa história começa agora a ganhar uma nova etapa.
Os filhos dos fundadores já participam da administração e começam a assumir responsabilidades cada vez maiores. Polyany e Guilherme Adamuccio, filhos de Valdecir, e Jessica e Izabella Adamuccio, filhas de Claudio, representam a segunda geração que se prepara para levar adiante esse legado.
A sucessão não significa apenas a troca de nomes nos cargos. Envolve preservar valores e, ao mesmo tempo, preparar a organização para um mercado que será necessariamente diferente daquele encontrado pelos fundadores em 1986. “Chegamos aos 40 anos pensando nos próximos 40”, afirma Claudio Adamuccio, diretor administrativo da empresa.
A Transpanorama ampliou sua participação no setor ao integrar o G10, grupo formado por grandes empresas de transporte rodoviário de cargas. Claudio ocupa ainda a presidência do grupo, ampliando sua atuação nas discussões e decisões que envolvem o futuro do transporte brasileiro.
Mas nenhuma empresa de transporte chega aos 40 anos apenas por meio de números, caminhões e investimentos. Por trás de cada operação existe uma cadeia de profissionais. E, no centro dela, está o motorista, responsável por transformar o planejamento da empresa em quilômetros percorridos e cargas entregues.
Ao longo dessa trajetória, a relação com esses profissionais se tornou um dos elementos fundamentais para compreender a identidade da Transpanorama. “Minha luta é sempre estar falando para todos os gestores que o motorista é o nosso principal patrimônio e que nós temos que zelar por eles”, alega Valdecir, diretor comercial.
Celebrar quatro décadas é também olhar para as pessoas que participaram dessa construção. São histórias de quem começou a empresa, de quem acompanhou seu crescimento, de quem está assumindo a responsabilidade pela continuidade e de milhares de profissionais que, diariamente, colocam a operação em movimento.
Veja abaixo os links para as entrevistas com os fundadores e sucessores.
Polyany : “Nosso foco é pegar esse legado e deixar para as próximas gerações”
Guilherme: de menino entre caminhões a sucessor da Transpanorama
Jéssica: “A Transpanorama faz parte da nossa história de família”