Montadora pretende comercializar 600 caminhões em 2018

Nelson Bortolin

Até o fim do ano, a Hyndai Caoa terá mais 15 pontos de venda de caminhões no País. São concessionárias da marca que receberão equipes específicas para comercialização do HD 80 – modelo lançado em fevereiro na fábrica de Anápolis (GO).

Hoje, os veículos estão disponíveis em três lojas: em São Paulo, Salvador e Porto Alegre. O pós-venda, segundo o gerente nacional de Vendas de Caminhões da Caoa, Uilson Campana, já é oferecido nas 60 lojas Hyundai no Brasil. “Em todas, temos mecânicos para atender a linha diesel”, afirma.

A montadora pretende vender 600 unidades do HD 80 até o fim do ano. Com isso, quer manter sua participação de 4% no competitivo mercado de 8 toneladas, no qual tem como concorrentes os veículos Ford Cargo 816, Volkswagen Delivery 8.160, Mercedes-Benz Acello 815, Iveco Daily 70c17 e Agrale A 8700.

“É um segmento muito concorrido. Temos alguns diferenciais. O caminhão conta com sistema EGR, que dispensa uso do Arla 32”, afirma o gerente nacional de Vendas de Caminhões da Caoa, Uilson Campana. Segundo ele, na concorrência, somente o veículo da Iveco dispõe da mesma tecnologia. Outra vantagem importante no HD 80 é a potência de 170 cavalos, acima da maioria dos concorrentes.”

Campana também garante que o HD 80 tem o melhor preço público da categoria: R$ 118.800. De acordo com ele, a montadora manteve a estratégia que adotou no lançamento do antecessor, o HD 78, em 2012. “Estabelecemos que tralharíamos com 90% do menor preço do mercado”, conta.

HD 80 tem potência de 170 cavalos, acima da maioria dos concorrentes, destaca Uilson Campana

Segundo o gerente, esse pacote de vantagens era necessário para a montadora entrar no mercado e conseguir seu objetivo de atingir 4% de participação no segmento. As 2.141 unidades do HD 78 vendidas até hoje, de acordo com ele, representam esse porcentual, que deve ser mantido com o HD 80.

FINANCIAMENTO

Com 65% de componentes nacionais, o HD 80 cumpre as exigências do governo para ser financiado pelo BNDES. Mas, segundo Campana, o Finame não é mais competitivo e não está sendo usado para financiar os veículos da marca. “A taxa anual é de mais ou menos 14,5%. Conseguimos CDC com 12%, 12,5%”, conta.

A linha oferecida pelos bancos privados, na visão do gerente, além de menos burocrática, tem a vantagem de contar com taxa pré-fixada. “Já o Finame segue a variação da TLP. Como nossa economia é muito volátil, o cliente corre o risco de ter uma variação grande no valor das prestações.”

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