Reajuste anual das tarifas entra em vigor nesta terça-feira (1º) e reforça a necessidade de atualização do vale-pedágio e das planilhas de frete
A partir da zero hora desta terça-feira (1º), os pedágios das rodovias estaduais concedidas de São Paulo ficam, em média, 4,72% mais caros. O reajuste, homologado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), embora inferior aos índices registrados em alguns anos recentes, representa novo aumento de um dos principais componentes do custo operacional do transporte rodoviário de cargas.
O percentual foi calculado com base na variação dos índices de inflação previstos nos contratos de concessão (IPCA ou IGP-M, conforme o lote), acumulados nos últimos 12 meses, e tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro das concessões.
Segundo o Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), o aumento exige atenção imediata das transportadoras e dos caminhoneiros autônomos para evitar perdas financeiras.
Entre os principais impactos apontados pelo instituto estão: a atualização imediata do Vale-Pedágio Obrigatório, que, por lei, deve ser pago antecipadamente pelo embarcador e não integra o valor do frete; a revisão das planilhas de custos em operações de frete fracionado e contratos sem cláusula automática de reajuste; e o aumento da necessidade de capital de giro das empresas até o recebimento dos fretes.
O IPTC ressalta que, mesmo com um reajuste mais moderado do que em anos anteriores, a elevação das tarifas reforça a tendência de aumento dos custos nas estradas e torna indispensável a revisão dos cálculos de frete e o cumprimento da legislação do vale-pedágio.




