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Maranhão tem o maior número de pontos críticos nas rodovias; Mato Grosso registra a piora mais significativa

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No conjunto do país, problemas tiveram queda de 12,3%, segundo o Radar CNT do Transporte

Nelson Bortolin

O número de pontos críticos nas rodovias brasileiras apresentou queda em 2025, segundo o Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2025. Elaborado a partir da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, o levantamento identificou 2.146 ocorrências em todo o país, uma redução de 12,3% em relação a 2024, quando haviam sido registrados 2.446 pontos críticos.

Os principais problemas identificados seguem relacionados à conservação da pista. Os “buracos grandes” respondem por 71,5% dos casos em 2025. Em seguida aparecem a erosão na pista (14,6%), queda de barreira (8,3%), ponte estreita (2,8%) e ponte caída (0,4%).

Entre os estados, o Maranhão lidera com folga o número de pontos críticos nas rodovias, somando 489 ocorrências. Na sequência aparecem o Acre, com 251 pontos críticos, e Roraima, com 231. No extremo oposto, o Distrito Federal registra apenas um ponto crítico, seguido por Mato Grosso do Sul, com quatro, e Rondônia e Paraíba, com oito ocorrências cada.

Mato Grosso teve a piora mais expressiva

Apesar da redução no total nacional, oito estados apresentaram aumento no número de pontos críticos em comparação com 2024. O crescimento mais expressivo foi registrado em Mato Grosso, que saltou de dois para 99 pontos críticos — um aumento de 4.850%. Tocantins aparece em segundo lugar, passando de 12 para 64 ocorrências (alta de 433%), seguido pelo Acre, que foi de 76 para 251 pontos críticos, crescimento de 230%.

Também registraram piora Maranhão (179%), Rondônia (166%), Goiás (141%), Pará (80%) e São Paulo (50%).

Por outro lado, alguns estados apresentaram melhora significativa. O Rio Grande do Norte foi o destaque, com redução de 86% no número de pontos críticos, caindo de 132 para 18. Em Mato Grosso do Sul, a queda foi de 75%, de 149 para 51 pontos críticos. Já o Ceará reduziu de 203 para 66 ocorrências, uma diminuição de 67%.

Na comparação com 2021, primeiro ano da série histórica, Mato Grosso também lidera o aumento proporcional de pontos críticos, passando de seis para 99 registros — crescimento de 1.550%. O Amapá aparece na sequência, com alta de 1.100%, ao sair de dois para 24 pontos críticos.

Na análise de longo prazo, o Ceará é o estado que apresentou a maior melhora entre 2021 e 2025, com redução de 66% no número de pontos críticos, de 196 para 66. A Bahia teve a segunda maior queda, de 164 para 68 ocorrências (-58%), seguida pelo Piauí, que passou de 118 para 51 pontos críticos (-56%).

58% dos problemas em São Paulo estão em trechos privatizados

O estudo também aponta que, na maior parte do país, os problemas estão concentrados em rodovias públicas. Em 15 estados, todos os pontos críticos identificados encontram-se em estradas sob gestão direta do poder público.

Entre os estados que apresentam pontos críticos em rodovias concedidas à iniciativa privada, São Paulo é o que concentra a maior proporção: 58% dos pontos críticos do estado estão em pistas concedidas. Na sequência aparecem o Paraná, com 25% dos pontos críticos em rodovias privatizadas, e o Piauí, com 22%.

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