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Vendas de caminhões Agrale voltam a crescer

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Caminhão Agrale 14000 – Foto Julio Soares

Guto Rocha

Depois de ver suas vendas de caminhões sofrerem uma redução nos primeiros meses de 2012, a Agrale já registra uma reação positiva do mercado de veículos de transporte de carga leves e médios.

Ainda assim, segundo o diretor da Área de Vendas da Agrale, Flavio Alberto Crosa, a indústria gaúcha deve fechar o ano com uma redução de 20% no volume comercializado em comparação a 2011. “No ano passado foram vendidas mil unidades de caminhões Agrale. Neste ano devemos fechar em 800 unidades”, afirmou Crosa.

Apesar da retração dos mercados de caminhão em decorrência da legislação do Euro 5, o faturamento da Agrale deve superar a casa dos R$ 1 bilhão em 2012.

“Inicialmente, havíamos previsto um recuo no faturamento neste ano, mas a partir do terceiro bimestre do ano tivemos uma boa recuperação”, ressaltou o diretor-presidente da Agrale, Hugo Domingo Zattera.

Segundo ele, isso representa um crescimento de 12% em relação ao ano passado. O resultado engloba as vendas de tratores, caminhões, chassis para ônibus, veículos especiais e motores estacionários.

Os números foram apresentados durante entrevista coletiva realizada pela Agrale, em uma de suas três unidades fabris localizada em Caxias do Sul (RS). A indústria também mantém uma unidade na Argentina. O evento integrou as comemorações dos 50 anos de fundação da indústria gaúcha.

O diretor de Vendas da Agrale prevê para o ano que vem uma retomada das vendas de caminhões aos mesmos patamares de 2011. “O mercado já terá assimilado melhor a motorização do Euro 5. É uma caminho sem retorno”, comentou Crosa.

O diretor-presidente da indústria gaúcha afirma que a retomada nas vendas dos caminhões também se deve às novas linhas de financiamento disponíveis no mercado. “Financiamento em 10 anos com 2,5% de juros ao ano é uma dádiva. Mas há muita preocupação por parte dos financiadores, que estão mais severos e exigentes para a liberação de crédito. Por isso a reação tem sido mais lenta”, disse.

A Agrale, que iniciou a sua produção de caminhões leves há 30 anos, atualmente tem uma linha composta por cinco modelos com PBT (peso bruto total) de 6,5 a 22 toneladas.

O modelo Agrale TX 1100 chegou ao mercado brasileiro em 1982 foi o precursor da atual família de veículos da Agrale. Só neste ano, os caminhões Agrale receberam quatro prêmios nacionais e internacionais pelos desing, ergonomia e funcionalidade.

A indústria gaúcha também é a responsável, desde 1998, pela montagem dos caminhões médios e pesados da marca “International”, da fabricante norte-americana Navistar.

Questionado sobre a chegada de concorrentes chineses e europeus, o diretor-presidente da Agrale reconhece que o mercado interno pode “sofrer algum dano”. “Mas quem vier atuar no País terá de respeitar as novas normas. E também não adianta apenas o governo taxar os que chegarem com taxa de 30% de IPI. É preciso também garantir aos fabricantes nacionais competitividade no mercado externo”, comentou Zattera.

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