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Volvo calcula que caminhão elétrico tem custo por km 50% menor

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Consorcio-Fenatran2024

Montadora vê oportunidades para o FM Eletric principalmente no segmento industrial

A Volvo estima que o recém-lançado FM Electric, caminhão 100% elétrico com Peso Bruto Total Combinado (PBTC) de até 44 toneladas, pode oferecer um custo por km rodado 50% menor para clientes que produzem sua própria energia ou a adquire no mercado livre. A comparação é com os veículos a diesel.

Segundo o gerente de Eletromobilidade da Volvo, Marco Mildenberg, o Brasil “tem uma condição especial” para adotar essa tecnologia. Mas num primeiro momento essa nova tecnologia deve ser desenvolvida em algumas operações de transporte que não utilizem veículos muito pesados. Veja entrevista em vídeo concedida por ele durante a Fenatran, que terminou sexta-feira (11) em São Paulo.

A indústria é um setor onde o caminhão da Volvo, que está sendo produzido na Europa desde setembro, tem mais espaço para crescer. Isso porque oferece cargas mais leves, de alto valor agregado. Uma das desvantagens dos veículos elétricos é o peso das baterias. “Se eu comprar meu veículo com seis baterias, estamos falando de uma tara de duas toneladas a mais que a da versão a diesel.”

Desta forma, é mais indicado para os clientes que não precisam utilizar toda a carga útil das configurações. “Temos casos de clientes que usam cavalo trator 4×2 e carreta dois eixos e só carregam 6 toneladas de carga útil”, conta. Neste caso, o veículo roda com até 28 toneladas, bem abaixo do limite de 44 toneladas de PBTC.

Sem contar que, na indústria, há um número maior de clientes “conectados com a pegada ESG (sigla em inglês que significa governança ambiental, social e corporativa)”. “Eles pedem aos transportadores soluções de transporte limpas”, justifica.

Questionado se sua visão não é muito otimista tendo em vista que o Brasil não tem infraestrutura nenhuma para recarregamento de baterias, ele responde: “Meu otimismo não é de substituição agressiva do diesel. Isso não vai acontecer. principalmente porque grande parte do nosso mercado é muito pesado”.

Ao contrário da Europa, onde quase a totalidade das operações ocorrem em veículos na faixa máxima de 40 toneladas, o Brasil tem muitos rodotrens (72 toneladas) e carretas quatro eixos (58,5 toneladas). “A eletrificação desses segmentos mais pesados fica para um segundo momento.”

“Temos projetos com alguns clientes importantes que abriram seus TCO (custo operacional) e a gente fez as contas juntos.” Os resultados desses estudos mostram que pode haver mais de 50% de queda no custo por km com a adoção do veículo elétrico na comparação com a motorização a diesel. “É claro que isso depende muito de quanto eles pagam pela energia elétrica e pelo diesel.” Para compensar é preciso que os clientes produzam sua própria energia ou a adquira no mercado livre.

Sobre o investimento que os clientes precisarão fazer em carregadores, ele diz que há várias alternativas. “Desde um carregador mais lento, pequeno e mais barato até os carregadores mais caros e rápidos, que carregam um veículo como o nosso em duas horas.”

O executivo ainda ressalta que o retorno do investimento em veículos elétricos nos estudos já realizados pela Volvo se daria entre 5 e 8 anos.

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