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Energia solar em carreta reduz consumo de 1,8 mil litros de diesel por ano

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Consorcio-Fenatran2024

Sistema desenvolvido pelas Empresas Randon gera de 5 a 15 kilowatts por hora

Nelson Bortolin

Durante a Fenatran, realizada de 7 a 11 de novembro em São Paulo, a Randon apresentou seu sistema de placas fotovoltaicas instaladas no teto e nas laterais de um implemento frigorífico. O sistema capta energia solar que pode ser utilizada de diferentes formas.

Se implantando no semirreboque com tração auxiliar elétrica e-Sys, recentemente lançado pela empresa, a energia extra pode gerar uma economia estimada em 1.800 litros de diesel por ano no conjunto.
Sandro Trentin, diretor superintendente da Divisão Montadora do grupo, diz que a Randon Implementos está empenhada cada vez mais em desenvolver soluções inovadoras na área de implementos. “Nosso primeiro passo foi criar o eixo elétrico, ou eixo regenerativo, que faz com que a carreta deixe de ir a reboque do caminhão e contribua para o movimento. Esse sistema gera energia nas descidas e, depois, transforma essa energia cinética em energia dinâmica”, conta.

Sozinho, o eixo elétrico é capaz de gerar economia de até 25% de diesel.

“A partir desse sistema, com o semirreboque passando a ter uma bateria, nós fomos atrás de outras formas de geração de energia”, afirma o diretor ressaltando que a Randon tem “forte compromisso” com ESG (sigla em inglês que significa governança ambiental, social e corporativa). E, por isso, busca soluções cada vez mais limpas como a energia solar.

“Começamos a estudar a geração de energia solar com a criação de painéis solares flexíveis instalados no teto do semirreboque. Desenvolvemos um semirreboque frigorífico. Os painéis no teto e nas laterais da carreta podem gerar de 5 a 15 kilowatts por hora”, explica.

A tecnologia também pode ser instalada em carretas com eixos comuns. Neste caso, a energia armazenada em bateria pode ser utilizada para outros fins que não seja o movimento do veículo. “Se não tiver sistema de eixo elétrico, a energia acumulada pode ir para a refrigeração do veículo, para iluminação interna ou externa, para uma geladeira de boleia”, exemplifica.

O implemento tem sistema de input e output de modo que, se quiser, o motorista pode usar a energia acumulada no veículo na sua própria residência. Ou fazer o inverso: carregar a bateria do implemento na rede elétrica de casa.

A Randon começa agora a disponibilizar o implemento para ser validado por clientes. “Em 2024, devemos ter a novidade produzida em escala comercial”, conta o diretor.

Inicialmente, a tecnologia pode ser aplicada em semirreboques dos tipos: frigorífico, baú e sider. São placas similiares às instaladas nos telhados de residências e empresas, mas, por estarem em movimento, precisam ser mais flexíveis e resistentes.

A Randon ainda não tem o valor determinado para venda desse sistema. “Num primeiro momento, o apelo maior é o de ESG”, alega. Com as placas fotovoltaicas, estima-se que cada veículo pode deixar de emitir até 6 toneladas de poluentes ao ano.

O período de retorno financeiro do investimento é estimado entre 3 e 5 anos. “Quando ganhar maturidade e escala, no máximo em dois anos tem de ter retorno”, conta.

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