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Estresse, multas, assaltos, acidentes…

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José Roberto, Dioraci, Carlos Jordão e Carlos Gomes, em pé, e Marcos Moreira: a turma da Boss Express

José Roberto, Dioraci, Carlos Jordão e Carlos Gomes, em pé, e Marcos Moreira: a turma da Boss Express

Parado na marginal da Dutra no dia 13 de abril, José Roberto Segantin, de Itupeva (SP), estava indignado com a multa que havia recebido dias antes, às 9h08, na Marginal Tietê. Ele estava dentro do horário permitido e só depois foi perceber que a multa se referia ao rodízio. “Achei que, com a restrição, o rodízio na marginal tinha acabado. Tá muito difícil trabalhar.”

Os motoristas de caminhões com placas de São Paulo precisam ficar atentos também ao rodízio. No dia em que conversou com a reportagem, Segantin estava parado havia duas horas esperando para entrar na Tietê. Ele tinha saído às 7 da empresa onde carregou, com destino a Sorocaba. “Olha só o tempo que perdi, já podia ter chegado lá”, reclamou.

Idomar de Souza, de Guaramirim (SC), também estava na fila na beira da Dutra: “Levei bobinas de aço de São Francisco do Sul (SC) até Juiz de Fora (MG) e estou voltando. Tive de dormir na cabine, em um posto, para esperar o horário para seguir viagem”, contou.

A restrição na Marginal Tietê também levou mais problemas ao Parque Novo Mundo e à Vila Maria, bairros da zona Norte da Capital que têm muitas transportadoras e vivem congestionados por caminhões. “O risco de assalto aumentou”, comentou o motorista Carlos Gomes, da Boss Express, no dia 10 de abril.

O gerente da filial da empresa, Carlos Jordão, disse que os locais de concentração de caminhões antes das 22 horas viraram alvo dos assaltantes, assim como a porta das transportadoras depois das 22 horas. “Nós reforçamos a segurança com holofote na entrada e câmeras onde os caminhões encostam.”

José Roberto Segantin: multado por ter pensado que não existe mais rodízio

José Roberto Segantin: multado por ter pensado que não existe mais rodízio

O risco de acidentes também aumentou com as restrições. “Faz quatro dias, morreu um colega nosso”, disse o motorista Dioraci do Nascimento. A culpa pode ter sido do sono. Dioraci explica: “Antes, o caminhoneiro podia viajar à noite e chegar a São Paulo de manhãzinha, encostar no 56 e dormir um pouco, até o escritório abrir para vir descarregar, às 8 horas. Agora, temos que correr para chegar bem antes das 5 horas no destino, para depois ter tempo de sair da marginal antes do horário de multa”.

Outro motorista, José Roberto Pimentel, lembrou que as restrições incluem outras vias. “Fui multado na Rua da Gávea, longe da marginal. Querem evitar que o caminhoneiro corte por dentro do bairro. Pela Rua da Gávea dá para ir da Dutra até a Freguesia do Ó por dentro dos bairros, sem entrar na marginal”, explicou.

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