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Scania quer reduzir em 75% tempo de veículos na oficina

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Cerca de R$ 70 milhões serão investidos para elevar de 122 para 139 os pontos de atendimento da rede até 2020

Ter a melhor rede de concessionárias e ser referência em serviços. Esta é a estratégia da Scania para reforçar um ramo de atividade das montadoras que nunca foi tão decisivo para a sobrevivência das redes autorizadas: o pós-vendas. Em tempos de queda sem paralelo nas vendas de novos, esta é a prioridade mesmo para a marca que acaba de emplacar o Caminhão do Ano na Europa com seu último lançamento, a série S, no IAA – Salão de Veículos Comerciais de Hannover no último mês de setembro na Alemanha.

TOP TEAM 2012-2013Para isso a Scania apresentou na matriz da concessionária Codema, de Guarulhos, seu processo global de serviços que estará disponível em pelo menos 30 das atuais 122 concessionárias até o final deste ano. A proposta é reduzir em até 75% o tempo de permanência dos caminhões e ônibus nas oficinas. Até o final de 2017 toda a rede estará dentro destes novos padrões de atendimento.

As concessionárias passarão a ter uma postura mais ativa, planejando antecipadamente a entrada do veículo na oficina, prevendo a utilização de peças, equipamentos e ferramental além da definição, também antecipada, do time de mecânicos. O novo processo global de serviços é baseado na experiência industrial da Scania e também nas melhores práticas globais de serviços da marca.

“Não podemos ficar esperando o cliente. O concessionário precisa ser proativo e conhecer antecipadamente as demandas de manutenção das frotas. E quando o cliente chegar, tem que estar preparada para atender dentro do menor prazo possível com as peças em estoque, por exemplo”, explicou Fábio Souza, diretor de Serviços da Scania no Brasil.

No seu entender, as demandas do mercado cada vez mais conectado e a digitalização cada vez maior das atividades do setor de transportes, estão exigindo mais agilidade no atendimento: “O caminhão não pode ficar parado mais que o necessário, tem que estar rodando e faturando. Em breve, novas tecnologias permitirão que o próprio caminhão programe suas paradas”, complementou.

Atualmente a rede Scania emprega mais de 4700 profissionais em 122 casas pertencentes a 15 grupos econômicos, sendo um destes grupos a própria Scania que administra, entre outras, de forma direta, as oito casas da Codema. Até 2020, com investimentos de R$ 70 milhões, serão 139 os pontos de atendimento.

“Queremos ser mais proativos, aumentar a interação com nosso cliente. Começamos com os processos de oficina, mas também abrimos o caminho para os novos desenvolvimentos da marca na busca de atender as demandas futuras do setor de transportes,” explicou Gustavo Andrade, gerente de desenvolvimento de Rede de Concessionários da Scania.

Luciano, gerente da Codema de Guarulhos, explica o processo global de serviços

Luciano, gerente da Codema de Guarulhos, explica o processo global de serviços

Segundo Sérgio Pupo, diretor da Codema, pelo menos 60% do faturamento da concessionária vem da venda de peças e serviços: “Esta é um padrão que vale para toda a rede. Em nossas casas, a média de idade da frota que atendemos nas oficinas é de cinco anos”, explicou o diretor da concessionária que está completando 65 anos de atividades.

Pelo menos 26% dos caminhões comercializados pela Scania possuem o programa de manutenção Premium, um crescimento de 11% na comparação com o mesmo período do ano passado. Nesta modalidade de programa, o cliente só paga o quilômetro rodado e não há custos inesperados. No total, 30% dos veículos vendidos saem de fábrica com algum programa de manutenção. A meta é chegar a 55% até 2022.

 

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2 Comentários

  1. Luiz Roberto Imparato on

    Isso é fácil!
    É só eletrificá-los utilizando fuel cells para a geração de energia elétrica.
    Espaço para os tanques de H2 há de sobra e das 14 formas de se produzir H2 o Brasil tem potencial para 13 delas.
    Certamente os 75% seriam superados com rapidez e o melhor, a indejável emissão de poluentes cancerígenos do diesel passaria a ser zero.
    Luiz Roberto Imparato

  2. Mario Renan Rosa on

    Antes de querer reduzir tempo de serviço, acho bom solucionar o problema que esta acontecendo nos motores dos Scania. Tive que fazer o motor do meu Scania R440 2014/2014 com 380.000 km, problema cronico de vazamento de agua, efetuei a troca de borracha de camisa e o mesmo não parou, foi ai que descobri que muitos proprietários desse caminhão estavam com o mesmo problema, foi ai que levei ele na PB Lopes de Campo Mourão – PR, foi foi constatado um problema de cavitação nas camisas, mais como eu efetuei a troca de borrachas fora da concessionária eles negaram a garantia, então tive que desembolsar a quantia de R$ 20.000,00 para fazer o motor dele. Isso é um absurdo estou muito insatisfeito com a marca, meu sonho era de ter um Scania novo, consegui realiza-lo, mais infelizmente isso tem sido um pesadelo pra mim.

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