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Taxas do cartão-frete assustam transportadores

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As taxas de administração do cartão-frete, instrumento eletrônico de pagamento que vai substituir, a partir de janeiro, a tradicional carta-frete, estão assustando os transportadores. Elas variam de 0,8 a 1,5% de todo valor movimentado pela empresa e algumas administradoras estão exigindo faturamento mínimo.  “Apoiamos a medida mas este final de ano deverá ser de muita negociação”, comentou um transportador paranaense que preferiu não se identificar.

Se não houver nova prorrogação, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) começa a fiscalizar e multar, no dia 22 de janeiro, quem ainda estiver utilizando carta-frete. As multas vão de R$ 550 a R$ 10.500 e podem ser aplicadas tanto ao contratante (empresa de transporte ou embarcador) como ao caminhoneiro autônomo.

A ANTT já homologou seis administradoras para pagamento de frete – Repom, Roadcard, GPS, Dbtrans, Policard e Ticket Car – e uma, a NDD Digital, estava aguardando a inclusão de seu nome na lista.

E este não será o único custo adicional que chega com o ano novo para as empresas do setor. Os novos caminhões com motores Proconve P-7 (Euro 5) chegam a partir de 1.o de janeiro com preços em média 15% acima dos atuais. E o diesel S50, necessário para abastecer estes caminhões, deve custar cerca de 6% mais.

Tem ainda a aprovação pelo Senado do substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 319/2009, que regulamenta a profissão de motorista. O texto acatado é fruto de acordo firmado entre a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Transporte Terrestre (CNTTT).

Uma das principais inovações contidas na proposta é a fixação da jornada de trabalho da categoria. Por meio do acréscimo do capítulo III-A no Código de Trânsito Brasileiro, o texto proíbe os motoristas profissionais de dirigirem por mais de quatro horas ininterruptas, devendo ser observado, após esse período de trabalho, um intervalo mínimo de 30 minutos para descanso.

Além disso, os condutores serão obrigados, dentro de um período de 24 horas, a observar um intervalo mínimo de 11 horas de descanso, podendo esse tempo ser fracionado em nove horas mais duas horas, no mesmo dia.

Pela ordem, as novas medidas vão trazer todo o setor para a luz da formalidade; os novos caminhões com o novo diesel mais puro vão poluir menos e os absurdos das jornadas de trabalho dos caminhoneiros deverão ser fiscalizados. Tudo isso é necessário e tem que ser apoiado.

Entretanto, medidas necessárias geram custos que terão que ser repassados para os embarcadores ou donos da carga. É aí que reside o grande gargalo da questão já que os principais segmentos de transporte estão cada vez mais concentrados nas mãos de poucas empresas com grande poder de controle do frete, caso do transporte de grãos que já se prepara para uma nova safra.

A utilização cada vez mais freqüente de grandes composições nem sempre seguras como bitrenzões e rodotrens, em busca da redução de custos, já dão uma ideia das dificuldades que vêm pela frente.

No site da Revista Carga Pesada (www.cargapesada.com.br ) estão publicadas várias matérias sobre os temas acima. E uma reportagem completa sobre “o fim da carta-frete” será o destaque da nova edição que circulará em breve e estará disponível para leitura neste site.

Truckscontrol
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8 Comentários

  1. È con pezar que recebo estas noticias que vai sobrar mais um custo aos transpotadores de carga para poder receber seu minguado frete porque as grandes nao pagan frete con valor real nao pagan pedagios mas finguen muinto ben con a ingenuidade  dos cminhoneiros que fazen de conta que receben o pedagio e asinan un recibo afirmando que recebeu o pedagio  mas na verdade e so para izentar  as transpotadoras de futuros aborecimentos porque ai como que vai provar que o pedagio nao saio do freteporque os grandes donos dos fretes ainda ganhan em cima do frete que e claro e justo mas ganhan en cima do pedagio en cima das estadias que deixan de pagar estadias aos caminhoneiros para proteger os embarcadores fazendo cortezia con o sacrificio dos outrosque pena que todos que poden tirar um pouco en cima  do ja esfolado caminhoneiro tiran e axan que isso e ser inteligente

  2. É um absurdo ter que pagar um atravessador(administradores de cartoes)para receber nossos fretes,em vez de pagar taxas para os tais é so pagar com cheque que fica tudo bacana;para que encher barriga de bilionarios se os que precisam estao na pior situaçao do brasil ”os caminhoneiros autonomos”…

  3. concordo com a lei mais acho que é só mais uma que não vai dá em nada neste Brasil, pois uma das principais empresas para a qual meu marido transporta o dono disse a ele que ele pode levar uma multa desta por dia que ainda saira mais barato do que paga o pedagio a todos que trasnportam pela empresa, isto é lamentável mais muitas pensarão assim ou sobrará sempre para o lado mais fraco o motorista autonomo que precisa trabalhar, e como ficará por exemplo o transporte de frutas que aqui no sul começou pois não tem como eles recarecarem cartões de pedagio, e até o icms é pago pelo motorista. 

  4. O Brasil é assim mesmo os caminhoneiros só se ferram enquanto os politicos do nosso brasil só criam taxas de imetro tacha de tacografo e assim vai ….e no final das contas eles mesmo robam o dinheiro e para estes safados nem para a cadeia vão isso deixa qualquer cidadão indignado.. 

  5. VAMOS  PARAR NOSSOS   CAMINHOES  15 DIAS   SÓ   MOCADA,  VAMOS  REIVINDICAR  NOSSOS  DIREITO  OU  ATÉ  MESMO  NOSSAS  NESCESSIDADES  COM NOSSOS  CAMINHOES  PARADOS  EM  CASA,  SÓ  ISSO.NAO  PRECISA DE MAIS   NADA.

  6. E paralisação, sem tumulto e sem negociações fajutas vamos nos valorizar digo isso como caminhoneiro que nunca deixei de ser, hoje empresário no ramo de Transportes e logistica,  valorização e classificação do bom motorista assim chegaremos a um trânsito mais responsável e de trabalho justo, sem drogas e loucuras, poupando vidas. Movimenta Já Brasil.

  7. Nós autonomos estamos entregue a própria sorte! O governo considera que 40% do faturamento, é  lucro  líquido e cobra o imposto de renda, sem contar os  27%  da SIDI que é o imposto a cada litro de diesel, que deveria ser  para arrumar as estradas.Porém,  continuamos pagando pedágio e andando nos buracos, e quantos buracos!Ainda temos que  contar os 17% do ICMS, e agora para podermos receber com o cartão que é a nova lei, que não sei quem inventou, deve ser o dono da Administradora de cartões, com o auxílio de algum político corrupto, nos cobram 1,5% do valor do frete….Cadê o Sindicato? Será que a classe ficará novamente quieta e acabarmos falindo em conjunto? Por que nós não podemos usufruir de alguns subsídios do governo, como por exemplo, os taxistas, que possuem incentivos fiscais para renovar a frota. E nós não temos nada.  Cada vez, querem que pagamos mais e mais. Aqui fica a indignação de um trabalhador de uma classe importante e sem valor!

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